Aelyn
Assim que a porta se fechou atrás de Serena, Felipe me puxou de volta para os braços dele e me beijou com fome.
Não era mais o beijo cuidadoso de antes. Era urgente, profundo, quase desesperado. A língua dele invadiu minha boca e eu gemi baixinho, segurando na camisa dele. Minhas mãos subiram para o cabelo dele, puxando de leve, e ele soltou um som rouco contra os meus lábios.
"É pedir muito que o dia acabe logo e a gente possa ir lá pra casa?", murmurou, descendo a boca pro meu pescoço.
Dei uma risadinha e ele voltou a me olhar.
"Tô falando sério. Só queria ficar com você agora." Segurei o rosto dele com ambas as mãos e acariciei seu rosto.
"Então encerra por hoje e vamos embora. Sabe que meus pais vão nos encher se eu quiser dormir na sua casa hoje." ele apoiou a testa em meu ombro.
"Eu tenho uma audiência daqui a pouco. Se não, eu encerrava mesmo."
"Então eu estou te atrapalhando." Mas ele nega, me beijando novamente, com fome e desejo.
"Fê… a porta… tá destrancada, se alguém entrar..."
Ele sorriu contra a minha pele, mordiscando de leve.
"Vou trancar agora."
Ele me colocou de volta no sofá e caminhou até a porta pra girar a chave na fechadura. O clique soou alto na sala silenciosa. Quando voltou, os olhos dele estavam em um verde escuro de desejo.
Eu me levantei do sofá e fui até a mesa dele, encostando o quadril na borda de madeira. Felipe veio até mim como um predador. Segurou minha cintura e me levantou com facilidade, sentando-me na mesa. As pernas dele se encaixaram entre as minhas, abrindo-as.
Ele me beijou de novo, mais forte, quase desesperado, enquanto as mãos grandes subiam por baixo da minha blusa. Os dedos quentes roçaram minha barriga e subiram devagar até os seios. Quando ele apertou de leve por cima do sutiã, eu arqueei as costas e soltei um gemido mais alto do que pretendia.
Felipe parou imediatamente, encostando a testa na minha. A respiração dele estava pesada.
"Shhh… calma, amor", murmurou rouco, mas gentil. "Você tem que ficar quietinha. Se for demais ou se sentir qualquer desconforto, me avisa na hora, tá?"
Eu assenti, envergonhada, mas o corpo todo latejando.
Ele abriu o botão da minha calça e desceu o zíper devagar. A mão dele deslizou para dentro da calcinha, mas não desceu mais. Os dedos pararam sobre o meu monte, sentindo o calor e a umidade através do tecido fino.
"Aelyn… você tá encharcada", gemeu baixinho contra a minha boca, passando dois dedos por cima da calcinha, pressionando meu clitóris por cima do tecido.
Eu tremi inteira, escondendo o rosto no pescoço dele. Era novo demais. Intenso demais.

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