Felipe
Eu ainda estava duro pra caralho.
Meu pau latejava dentro da calça, pressionando o tecido de um jeito quase doloroso. O gosto dela ainda estava na minha boca, o cheiro dela na minha camisa, e o som daquele gemidinho abafado quando gozou na minha mão não saía da minha cabeça.
Eu a queria como um louco.
Respirei fundo, passei a mão no cabelo tentando arrumá-lo e olhei para baixo. A camisa estava amassada nos ombros, onde Aelyn tinha cravado as unhas. Ajeitei o tecido o melhor que pude, abotoei o último botão e tentei parecer minimamente profissional.
Que merda. Eu só queria estar em casa agora, tirando cada peça de roupa dela devagar, explorando cada pedacinho desse corpo que eu esperei tanto tempo pra tocar.
Endireitei os ombros, me recompus e abri a porta.
Meu pai e Cássio estavam no corredor. André com aquela cara de quem já estava pronto pra trabalhar, Cássio um pouco mais sério, como sempre.
"E aí, senhores", cumprimentei, saindo da sala e fechando a porta atrás de mim com um clique discreto. "Vamos tomar um café? Podemos falar do caso Miller lá embaixo. Estou cansado de ficar preso aqui dentro."
Eles se entreolharam, um pouco confusos com a minha pressa, mas concordaram.
Enquanto descíamos pelo corredor, Cássio comentou:
"Serena me disse que esteve aqui com a Aelyn mais cedo."
"Esteve sim", respondi. "Elas vieram depois da consulta com o cardiologista. Graças a Deus está tudo progredindo bem com os remédios. Os exames estão ótimos."
Cássio soltou um suspiro longo, aliviado.
"Graças a Deus. Não quero passar por aquilo nunca mais… ver minha filha desmaiando daquele jeito. Eu nem sei mais se tenho idade para passar por tudo isso de novo."
"Eu também não", falei baixo, sincero. "Ainda fico pensando nisso toda hora. Acho que nunca vamos estar preparados."
"Não..." o clima deu uma pesada enquanto continuávamos a andar pelo corredor.
Com certeza eu não queria ver a Aelyn sofrer nunca mais. Os dias no hospital foram aterrorizantes, mas eu sabia e ela também , que eu nunca sairia do lado dela.
Sentamos na cafeteria do escritório. Assim que o café chegou, meu pai começou a falar sobre o caso Miller. Eu tentava prestar atenção, juro que tentava. Mas minha cabeça não parava de voltar para a sala lá em cima.
Ela está lá dentro. Ainda corada. Ainda molhada. Ainda tremendo do orgasmo que eu dei pra ela.
"Depois a gente se fala."
"Felipe..." meu pai chamou, mas eu já estava quase correndo pelo corredor.
Quando abri a porta da sala novamente e a fechei atrás de mim, Aelyn ainda estava no banheiro. Eu tranquei a porta mais uma vez e bati de leve.
"Amor, sou eu."
Ela abriu a porta devagar. Estava corada, o cabelo um pouco bagunçado, os olhos ainda brilhando. Linda pra caralho.
Eu entrei, fechei a porta do banheiro atrás de nós e a prensei contra a parede com cuidado, beijando ela com tudo que eu estava segurando.
"Cancelaram minha audiência da tarde", murmurei contra os lábios dela. "Você está liberada… e eu estou louco pra te levar pra minha casa agora."
Ela riu baixinho, ainda envergonhada, mas com aquele brilho safado no olhar.
"E os nossos pais?"
"Vamos sair pelos fundos." Beijei o pescoço dela, descendo devagar. "E você vai passar o resto do dia comigo. Sem interrupções."

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