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Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim romance Capítulo 106

— Obrigada, tia. — Inês sorriu com sinceridade.

Abel, que havia retornado à mesa, não conseguia esboçar um sorriso sequer. De tempos em tempos, virava a cabeça para olhar para trás, mas, além de um vislumbre de costas vestindo verde, não conseguia ver nem o perfil do rosto dela.

A expressão de Julieta piorou ainda mais.

— Irmão, Julieta, o que houve com vocês? Foram lá cumprimentar e voltaram com essa cara feia. — Mariana seguiu o olhar do irmão. — E quem é aquela mulher? Por que você estava segurando ela agora há pouco? Se eu fosse a Julieta, ficaria brava.

Julieta forçou um sorriso amarelo.

Abel disse:

— É a Inês.

— O quê! — Mariana tinha uma expressão de incredulidade e elevou o tom de voz, sendo rapidamente repreendida por um garçom, que pediu para que falasse mais baixo para não incomodar os outros clientes.

Mariana ficou visivelmente constrangida.

— Você disse que é a Inês? A Inês está jantando com a esposa do presidente do Grupo Simões? — Ela mesma não tinha essa capacidade. Como Inês podia ser amiga da Sra. Simões e ainda jantar com a mãe dela?

Branca fechou a cara imediatamente e murmurou:

— Mal pode esperar para dar o golpe do baú em alguém mais rico.

Geraldo baixou a voz e disse:

— Ela não vai conseguir. Qual herdeiro se casaria com uma mulher de segunda mão?

— Que história é essa de segunda mão? — Abel olhou de repente para os pais.

Geraldo e Branca balançaram a cabeça.

— Não é nada, esqueça a Inês. Estamos aqui hoje para celebrar por você. Falando nisso, todos nós deveríamos agradecer à Julieta. — Branca olhou sorridente para Julieta. — Meu filho Abel ter você é que é uma verdadeira bênção.

— A senhora é muito gentil. — Ao ser reconhecida pelos pais de Abel, Julieta sentiu que havia virado o jogo e finalmente sorriu.

Enquanto comiam, Geraldo comentou:

— Isso é apenas o começo, ainda não sabemos se vamos ganhar a licitação. Julieta, você e o Abel se conhecem há tantos anos, ajude-o onde puder.

— Pai. — Abel franziu a testa. — Não deixe a Julieta em uma posição difícil, eu tenho confiança em mim mesmo.

Ele se levantou.

Julieta segurou sua mão apressadamente:

— Abel, onde você vai?

— Vou pagar a conta. — Abel foi até o caixa, pretendendo pagar a conta da mesa de Inês também.

A recepcionista disse:

— Diretor Rocha, a mesa da Sra. Paz não precisa ser paga. Quem está sentado ao lado da Sra. Paz é o nosso patrão.

Nessas horas, Abel sentia com mais força a diferença entre ele e a verdadeira elite. Quando ele saía, as pessoas apenas lhe davam um pouco de prestígio; quando a Família Simões saía, encontravam contatos conhecidos em todo lugar.

E Inês, sem que ele percebesse, de repente havia se infiltrado nesse círculo.

Ela, que antes era apenas uma esposa que girava em torno dele, como de repente tinha tantas coisas que ele desconhecia?

A expressão de Abel tornou-se gradualmente ansiosa.

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