Adrian só foi embora depois que o último frasco de soro terminou e ele retirou a agulha.
Alice também precisava ir:
— Tenho que avisar meus pais que a Inês acordou, senão eles vão ficar com o coração na mão. Inês, descanse bem, virei te visitar todos os dias.
Inês sorriu e acenou para ela:
— Dirija com cuidado.
— Pode deixar, vou pedir para o motorista do meu irmão me levar de volta. — Alice respondeu.
Após acompanharem a saída de todos com o olhar, restaram apenas os dois no quarto.
A noite já havia caído.
Inês voltou a se deitar debaixo das cobertas. Olhando para Rodrigo, ela disse:
— Quero dormir mais um pouco.
Rodrigo desdobrou o edredom que estava do outro lado e cobriu Inês, embrulhando-a muito bem.
No entanto, Inês demorou a fechar os olhos, apenas continuou a fitá-lo.
— O que você quer? — ele perguntou com a voz suave.
Inês abriu os lábios lentamente:
— Você passou a tarde inteira comigo. Deve ter muito trabalho acumulado agora, não é?
Isso era inegável.
A vida de Rodrigo raramente tinha momentos de folga. Ele precisava espremer a agenda para qualquer coisa que fizesse. Se algum imprevisto paralisasse seu trabalho, ele teria que arranjar tempo mais tarde para compensar.
— Não vou para a empresa, posso trabalhar do escritório aqui em casa. — ele respondeu.
— Pode ser no quarto? — Inês pediu.
Rodrigo entendeu instantaneamente o que Inês queria. Ela o queria por perto; mesmo que fosse dormir, queria sentir a presença dele. Essa sensação de ser necessário para a mulher que amava era como um algodão-doce derretendo, preenchendo seu coração com doçura.
— Pode. — Ele apertou levemente a mão de Inês. — Estarei bem aqui, pode dormir.
Inês ainda não fechou os olhos. Parecia querer confirmar que ele traria a mesa de trabalho para lá antes de adormecer.
Sem alternativa, Rodrigo ordenou aos seguranças que transferissem sua mesa e os equipamentos do escritório para o quarto.
Somente após ver aquilo, Inês fechou os olhos lentamente, sua mão ainda agarrada aos dedos de Rodrigo.
Rodrigo esperou em silêncio até que ela adormecesse. Só então puxou a mão devagar, sentou-se em frente ao computador e começou a despachar o trabalho.
A luz do quarto permaneceu acesa até tarde da noite.
Os dois edredons eram quentes demais. Inês começou a chutar as cobertas. Ao notar isso, Rodrigo levantou-se, foi até a cama e a cobriu novamente.
Rodrigo os segurou e guardou de volta.
Inês os esticou mais uma vez. De repente, sentiu-se muito infantil. Como é que ficar doente a fizera regredir a uma criança?
Rodrigo os segurou de novo, adotando um semblante falsamente severo, mas impotente:
— Pare de brincadeira.
— Ah. — Talvez a febre realmente a tivesse deixado confusa. Inês colocou o pé para fora das cobertas mais uma vez e, acidentalmente, acabou chutando a lateral do quadril de Rodrigo.
Dessa vez, Rodrigo não segurou seu pé. Em vez disso, inclinou o corpo sobre ela, aproximou-se e sussurrou:
— Está achando divertido?
Inês fitou ininterruptamente o rosto deslumbrante a milímetros do seu.
A respiração quente de Rodrigo roçou nela novamente:
— Tem coisas muito mais divertidas.
Inês sentiu que havia criado um problema enorme para si mesma.
De repente, Rodrigo abaixou a cabeça, capturando seus lábios. Ele a mordiscou e aprofundou o beijo, enquanto suas mãos quentes tocavam a pele dela, que ainda fervia.
A palha seca encontrou a faísca e, em um instante, o fogo se alastrou.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Das Cinzas à Glória: A Ascensão da Sra. Jardim
Parece até que mudou o autor do livro. Uma linguagem rebuscada, parecendo até português de Portugal....
A esposa do Robson era Nara Lessa, de repente mudou para Soraia Siqueira....
Estou amando o livro, só gostaria de maiores atualizações....
Cade a atualização dos ultimos 10 capitulos?????...