Quando Archie disse aquilo o olhei e soltei um riso.
—Sem essa! Por mim? – Perguntei o vendo terminar de vir até mim e me virar para o espelho.
Ainda atrás de mim, Archie me encarou pelo reflexo e tocou meus ombros com a ponta dos dedos, descendo suavemente pelos meus braços.
Naquele instante, eu não fazia ideia se o olhava nos olhos ou encarava as partes do meu corpo que ele tocava, mas acredite, aquilo foi mais sensual do que parecia.
Respirei fundo e então, ele se aproximou do meu ouvido, cochichando.
—Sexy sem vulgaridade. – Disse ele voltando a postura, ainda me olhando através do espelho. —Uma divina senhora Simons.
Disse ele tirando as mãos de mim e as guardando nos bolsos da calça, se afastando um pouco para que eu me olhasse.
O vestido era creme; ele exibia meus ombros com um estilo de babado, deixando meu colo também exposto.
Não havia decote e muito menos detalhes, mas era elegante com seu modelo justo, desenhando meu corpo.
Virei algumas vezes para saber se não havia nada de estravagante e ao me virar para olhar Archie, ele se aproximou e tirou algo de dentro do bolso do terno.
Era uma caixa vermelha aveludada não muito pequena.
—O que é isso? - Perguntei o vendo se aproximar e novamente se colocar atrás de mim.
Archie levou as mãos a minha frente me exibindo uma gargantilha rosa bem delicada em formato de um coração. Ela estava presa a uma fina corrente dourada e brilhosa.
E então, ouvi a respiração funda do homem.
—Eu não te dei uma aliança, mas estou te dando algo mais significativo. – Disse ele me virando para que eu visse.
A pedra era tão brilhante e provavelmente não era barata. Eu então, me virei para o olhar, tocando a joia.
—Eu não posso aceitar. Deve ser muito valioso.
—Claro que é! É o colar da minha esposa. Não ouse o tirar daí, isso é uma ordem. – Disse ele me estendendo a mão. —Vamos?
—Hm! – Falei o acompanhando e quando ia pedir para tirar o vestido e embalarem, Archie foi ainda mais rápido.
—Ela vai vestida com ele! – Disse ele estendendo um cartão black para a funcionária que logo deu um riso. Provavelmente por ter conseguido uma alta venda naquele dia.
Saímos de lá indo em direção ao estacionamento e depois de entrarmos no carro, vi que ele mesmo quem estava dirigindo.
Me surpreendi; ele tratou aquela mulher tão bem que veio pessoalmente com ela, sem nem se quer chamar um de seus motoristas. – Pensei me controlando para que eu não continuasse pensando naquilo.
O silêncio dentro do carro era um pouco constrangedor; por mais que não falássemos nada, eu tinha a certeza de que nossas mentes eram as mais barulhentas.
E então, respirei fundo me virando para o olhar e não consegui conter a curiosidade.


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Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.