Naquele instante, o clima pareceu pesado. Não que eu me importasse com quem ele se relacionou antes ou qualquer outra coisa. Até porque, eu sabia o meu lugar. A questão era que, algumas coisas pareciam ter ficado no ar.
—Querida, vamos nos sentar! – Disse a senhora Simons, me guiando até a mesa.
—Eleonor, pare de ser tão egoísta e querer a garota só para você! – Disse a mãe de Archie, vindo até nós. —Querida, sou Helena a sua sogra!
—Muito prazer em conhecê-la pessoalmente! – Falei com suavidade a exibindo um sorriso e então, a mulher de fios curtos loiros e uma aparência vaidosa, se virou para o filho e sorriu.
—Ela é tão doce e educada filho. – Disse ela voltando a me olhar. —Onde se escondeu todo esse tempo?
—Provavelmente em uma dessas casas na montanha. É lá que as pessoas normais vivem. – Respondeu Every com um tom de pouco caso.
—EVERY! – Gritou Archie a olhando com fúria.
—Calma, ela não queria dizer isso! – Respondeu Helena tocando o peito de Archie para o acalmar. —Você sabe que ela não consegue conter a língua.
—Está tudo bem! – Respondi com um sorriso, voltando a olhar a mulher que mais agia como uma adolescente rebelde. —Na verdade eu só focava meu tempo com estudos e trabalhos. E não é uma ofensa alguma você dizer isso, não se preocupe.
—Que pena! – Resmungou a mulher, se sentando a mesa.
Olhei para Archie o vendo puxar uma cadeira e se sentar ao meu lado. Eu então, o exibi um sorriso e segurei a mão dele, percebendo alguns olhares surpresos.
Inclusive os dele.
—Quando pretendem nos dar um herdeiro? – Perguntou Eleonor, me assustando.
Me virei para a olhar, me sentindo completamente sem rumo.
—Herdeiro? – Archie riu.
—Vovó, não acha que está muito cedo para isso? – Perguntou ele com um riso agradável de se ouvir.
Eu então, me virei para o olhar, tentando controlar os pensamentos.
Nunca tive tempo de pensar em ser mãe algum dia, mas será que ele também não priorizava isso? – Me questionei mentalmente, achando a situação interessante.
Ele realmente não aparentava ser aquele pai presente e dedicado, já que sempre foi conhecido por ser uma raposa nos ramos dos negócios.
—Ainda é muito cedo, não é amor? – Perguntei com suavidade o olhando e dando um riso fraco. —Vamos esperar mais um pouco.
—Como quiser amor! – Disse ele me olhando fixamente.
Aquilo fez com que meus poros se arrepiassem, confesso.
Era como se estivéssemos com aquela interação a anos e não a semanas. Se não fosse por um mero papel, diríamos que fomos feitos um para o outro.
—Vocês são tão lindos juntos! – Disse Helena com um tom doce como se lesse meus pensamentos.
Eu sorri e tive minha mão segurada, fazendo com que uma sensação de ansiedade e nervosismo percorresse meu corpo. Me senti como uma adolescente em seu primeiro amor.
—Vamos ao que interessa! – Disse Eleonor, tomando nossa atenção. —Ao menos uma comemoração entre nós deveria ser feita. Um casamento não é algo que se deixa passar em branco.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: DE REPENTE 30 e o presente foi um filho para o meu chefe.