Ele não a deixou na água por muito tempo. Tirou-a de lá e a colocou de volta na cama.
Apoiou a cabeça dela com uma mão e tentou forçá-la a tomar o chá de gengibre.
Sheila estava inconsciente e Helder tentou algumas vezes, mas não conseguiu fazê-la beber nada.
Ele acabou tomando um gole e passou da própria boca para a dela, abrindo os lábios dela à força e conseguindo dar mais da metade da tigela.
— Hum...
Na cama, Sheila fez um som de dor, franzindo as sobrancelhas. Sem saber com o que sonhava, lágrimas escorreram pelo canto de seus olhos.
Helder vestiu uma roupa confortável e olhou para a mulher.
Ao ver que ela ia melhorando aos poucos, saiu do quarto aliviado.
No andar de baixo, Dr. Ricardo parecia cansado.
Ao ver que Helder demorou para descer, ele deduziu o que devia ter acontecido.
— A sua mão deveria ser enfaixada.
Ele tinha examinado o dedinho de Helder. Havia uma fratura leve, mas estava muito melhor do que da última vez, quando deslocou o pulso inteiro.
— Vá ver Sheila primeiro.
Compreendendo a situação, Dr. Ricardo tirou um remédio de emergência e entregou para ele.
— É melhor você resolver isso.
Helder o encarou friamente: — Será que você consegue parar de pensar nesse tipo de coisa?
— ???
Dr. Ricardo ficou sem entender.
Mas, vendo que o tom dele não estava bom, ele riu e colocou o remédio na mesa.
— Fique com isso, sempre acaba sendo útil. O que você fez com ela dessa vez?
Ele subiu as escadas enquanto falava, e Helder o levou para o quarto principal. Sheila já começava a ter febre.
Dr. Ricardo olhou para as roupas molhadas no chão, e Helder disse secamente:
— Tomou chuva. Uma hora e meia.
Dr. Ricardo olhou para ele.
— Chuva? Ela não é adulta, não podia pegar um guarda-chuva? Hoje foi a pior tempestade dos últimos anos. Tem ruas em que a água bate na cintura.
Helder franziu a testa: — Chamei você para tratar a doente, não para falar bobagem. Se puder olhar, olhe, senão suma.

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