Gabriel Ferraz parou de olhar para as costas da mulher que acabou de sair.
Inclinou o queixo levemente, interrompendo Valentina.
— Sra. Vice-Presidente, acho que não há mais necessidade de conversarmos sobre o design do programa de Inteligência Artificial.
Valentina ficou chocada.
— Por quê? Eu acredito que o Grupo Solaris seja a melhor opção que o senhor pode encontrar. O senhor tem contato direto com o governo e nós temos a tecnologia. Se trabalharmos juntos, isso vai ser muito bom para as duas partes.
Gabriel deu um sorriso leve.
— Não é que eu duvide da sua empresa, mas...
Ele estava procurando Sheila há muito tempo.
Nunca imaginou que ela estaria escondida no Grupo Solaris.
Não é de se admirar que não conseguissem encontrar nenhum vestígio dela.
— O que foi?
Valentina perguntou com urgência.
Não importavam as condições daquele homem.
Ela poderia aceitar.
O Grupo Solaris agora era dela, Helder não tinha mais nada.
— Tenho uma candidata melhor.
Gabriel Ferraz foi direto com Valentina e expressou que iria embora. Se virou imediatamente e foi atrás de Sheila.
Depois de procurar por tantos anos, finalmente achou a pessoa que escreveu o código de segurança governamental.
Como ele ia deixá-la escapar?
Sheila ia voltando para o escritório quando alguém a chamou.
— Srta. Valente.
Sheila olhou para trás.
Era o homem da sala da Valentina.
E chamava o nome dela.
— A gente se conhece?
Parecia meio conhecido.
Mas ela não lembrava dele.
— Eu entendo.
Gabriel achava que ela não queria que a identidade fosse revelada no trabalho.
E já que ele pretendia recrutá-la, ali não era o melhor lugar para falar.
— ???
Gabriel tirou o cartão e o entregou.
— Srta. Valente, esse é meu número. Se tiver tempo, vamos tomar um chá. Eu pago.
Sheila não estava nem aí para o homem.
Se ele estava conversando de trabalho com Valentina, o que ele queria com ela?
Sheila nem tocou no cartão, desinteressada: — Não precisa.

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