Aquelas palavras rudes deixaram o coração de Sheila completamente gelado.
A oportunidade de examinar os olhos pensativos de Sheila veio acompanhada por um espasmo no homem. A melancolia e amargura sumiram da face alheia, trocando tudo num poço de espanto absoluto e alienado.
— Benfeitor? Quem?
As colocações da outra parte esbarraram nas incertezas dela.
— Hmph —
Helder fez ruído de pouco caso e preferiu preservar os escudos da mulher.
Um rasteiro como Thiago em nada o abalaria.
A utilidade em debater isso centrava na mulher dispor do dever matrimonial para qual foi contratada. Em contrapartida, com quem ela compartilhava a morada —
Em nada isso o movia.
A longa pausa por um complemento não vingou, e a moça se deparou com o silêncio sem desdobramentos.
Somente o rosto pálido do magnata saltava pela fresta amarelada em um estado estático; o seu rosto impassível transmitia uma frieza profunda que o definia.
As linhas desenhadas pela penumbra esculpiram ainda mais a face de Deus do indivíduo, mas não rendiam elogios ou apreciações ao ver de Sheila.
O que esse cara estava fingindo; pedia para ela jogar em adivinhas?
Nem de longe ela detinha conhecimentos mediúnicos para traduzir o poço de emoções bagunçadas de Helder, muito menos havia impedimento para dar uma explicação nítida do momento.
— Estou sem lembrança.
Era impossível calcular uma resposta.
Toda aquela desculpa de lealdade não escapava de encenação trapaceira, sob o juízo de Helder.
Na risada maliciosa que rompeu do homem, seus dedos escorregaram pela borda do roupão vazio.
Havia um pequeno maço intocável sob o móvel. Recordando da alergia que a outra sustentava com tabaco, segurou os impulsos.
— Os supostos ferimentos na cabeça não servem de desculpa.
— ...
Sheila trancou a resposta.
Embora apostasse numa rixa contínua com a face dura do magnata, os cliques do discador do celular arrebataram a cena.
— Compareça na Mansão Bromélia.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio