— Vou levar este conjunto.
Sem esperar a opinião de Helder ou mesmo deixar que ele visse se estava bonito, ela simplesmente entregou o cartão que ele havia lhe dado nas mãos de Alessandra.
— O total da compra é de cinco milhões e seiscentos mil. Vou arredondar e cobrar apenas cinco milhões.
Sheila ergueu levemente os olhos: — Quanto?
Alessandra sorriu amavelmente: — Cinco milhões e seiscentos mil. Cobrarei cinco milhões.
Sheila quase xingou: — Esse preço é um absurdo, parece que estão me roubando descaradamente.
— Passe o cartão. Vou levar todos desta fileira.
Helder viu que Sheila havia passado bastante tempo escolhendo na primeira fileira de conjuntos. Considerando o gosto que ela tinha agora, Helder podia imaginar que cada peça daquela marca ficaria elegante nela.
— Sim, obrigada, Sr. Cavalcanti. Obrigada...
Alessandra não sabia como chamá-la e, tentando agradar, sugeriu: — Sra. Cavalcanti?
Helder não fez objeções.
Alessandra quase escorregou ao andar, pegando o cartão com as duas mãos enquanto tremia de tanta alegria.
Para a vendedora, ele parecia um cliente com dinheiro infinito, disposto a gastar sem limites.
Chocada, Sheila cruzou com o olhar de Helder. Aqueles olhos, que pareciam devorar a alma, fizeram com que o coração dela afundasse.
A mão de Helder abraçou a cintura fina dela com muita naturalidade.
— Escolha o que quiser.
O homem se aproximou perigosamente, o hálito calmo roçando o lóbulo macio de sua orelha. Ele se abaixou e falou bem perto, como se os dois fossem um casal apaixonado.
As funcionárias ao lado cobriram a boca e riram disfarçadamente, cheias de inveja e ciúmes.
Mas o alerta disparou na mente de Sheila, e ela recuou em silêncio, tentando se soltar dele.
Sério, o Helder devia ter algum problema na cabeça.
Comprar todas aquelas roupas custaria quase cem milhões. Por que ele não comprava a marca inteira de uma vez?
— Se você gostar de tudo aqui, eu compro toda a marca e peço que criem peças exclusivas só para você, o que acha?

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