O Sr. Oliveira também ficou atordoado.
André não se conteve.
— Sr. Cavalcanti, por favor, olhe para o telão.
Sheila engoliu um pouco de água que estava na boca e quase engasgou.
Quando levou Lívia para a escola naquele dia, viu Helder trabalhando no carro.
E por acaso a música tocava lá dentro.
O conteúdo de "Dois Tigres" era muito claro na tela.
Com o rosto fechado, Helder deletou aquela frase ridícula do computador na frente de todos os diretores.
Ninguém se atreveu a rir.
O rosto de Sheila caiu.
O Sr. Oliveira estava prestes a chorar.
Realmente não era culpa dele.
Ao sair da sala de reuniões, Sheila começou a espirrar.
Maldição, deveria ter sido culpa de Helder, que fez ela ficar resfriada por conta das bagunças dentro do carro.
Mandou buscar remédio de resfriado. Ela precisava tomar o medicamento antes que piorasse.
André passou pelo escritório dela e aproveitou para bater na porta.
— Sra. Valente, café.
Sheila estava justamente indo à copa para preparar seu chá para espantar o frio, então não recusou.
— Assistente André, quando o Sr. Cavalcanti planeja contratar outra secretária?
Sheila não pôde deixar de perguntar assim que teve um tempo. André ficou confuso: — A quantidade de trabalho aumentou?
Sheila quase não conteve o temperamento. O seu volume de trabalho não havia apenas aumentado desde que Priscila tinha ido embora.
Ela tinha que separar tempo até para respirar.
Ela suspeitava que Helder estivesse tirando sarro dela de propósito.
— Eu achei que a senhora gostasse.
André foi sincero. Antes, Sheila queria poder ficar as vinte e quatro horas do dia na empresa.
O Grupo Solaris já era exigente o bastante e ela trabalhava duro demais.
Era incrível que a Sra. Valente achasse a carga de trabalho grande.
A boca de Sheila contraiu. Quem diabos gostava de ser abusada?
Ela gostava?
Será que havia contraído alguma doença de Helder?

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