Sheila sentou-se novamente em frente a Cherry.
Cherry entregou todos os recibos digitais dos últimos anos a Sheila, sem esperanças.
— Sra. Valente, está tudo aqui.
Sheila examinou as tabelas de Cherry item por item.
Como sua gestora, Cherry cuidava de uma galeria, duas empresas imobiliárias e uma empresa financeira no nome dela.
De acordo com os dados de Cherry, a galeria e as três empresas sob sua tutela valiam trezentos milhões agora.
E o valor total que ela havia transferido para Valentina nos últimos cinco anos era de...
— Quatro bilhões?
Sheila quase virou a mesa.
Suas mãos tremiam.
Cherry cruzou os braços e olhou friamente para Sheila.
— Sra. Valente, se eu não a tivesse aconselhado a expandir e investido metade do que a galeria rendeu nas imobiliárias e financeiras, hoje a conta da Sra. Valentina teria oito bilhões. E o seu patrimônio atual seria só a galeria, no valor de vinte milhões.
Sheila tremia de raiva, os dentes batendo um contra o outro enquanto ela gritava: — Quem foi que fez essa barbaridade comigo?
Por que, por que todo o dinheiro do suor dela havia ido parar com Valentina?
Cherry esfregou a testa, segurando a vontade de ir embora.
— Foi ordem sua.
— P-por quê?
Por que ela daria dinheiro a Valentina? Ela cometeu assassinato e Valentina viu?
Cherry realmente não queria mencionar a cena de Sheila chorando e reclamando sempre que se viam, mas não teve escolha.
— Acho que foi por causa do seu marido. Não vou citar o nome dele, a senhora mesma sabe.
É claro que ela sabia quem era. Os outros podiam não acreditar que Sheila se casara com Helder Cavalcanti, o principal herdeiro da família Cavalcanti, mas Cherry acreditava.
Somente um homem assim transformaria uma mulher brilhante e com uma mente incrível para negócios como Sheila numa idiota apaixonada.
Sheila deu um tapa no próprio rosto. Cherry ficou alerta imediatamente.
Os dedos dela começaram a digitar o número da emergência, pronta para ligar para a polícia se precisasse.
— Dá para recuperar os quatro bilhões?
— ???
Cherry balançou a cabeça: — Não há como. Eu não sou advogada, e você fez isso de livre e espontânea vontade. A menos que...
Sheila segurou a mão de Cherry, agitada: — Você tem um jeito?
Recuperar. Ela precisava recuperar aqueles quatro bilhões.
Com que direito Helder a fazia dar quatro bilhões para Valentina?

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