O médico assentiu com convicção.
— Sra. Cavalcanti, fique tranquila. Desde a última vez que o jovem senhor foi internado, o Sr. Cavalcanti mobilizou todos os seus recursos. Agora, os doadores desse tipo sanguíneo recebem um subsídio de um milhão por ano.
Embora esse tipo seja raro, a recompensa atrai voluntários. O Sr. Cavalcanti gasta dezenas de milhões anualmente para mantê-los. A senhora não precisa se preocupar, o jovem senhor terá o quanto precisar no futuro.
Ouvir isso não alegrou Valentina; pelo contrário, deixou-a apreensiva.
Ela agradeceu ao médico por educação.
Sozinha no quarto, ela olhou para Hugo dormindo, apertando as mãos com tanta força.
Ela apertou as mãos com tanta força que as unhas cravavam na pele sem ela perceber.
Helder estava gastando dezenas de milhões para manter os doadores de Hugo. Se houvesse um suprimento contínuo de sangue para ele, a utilidade de Lívia desapareceria.
Mais do que pensar no bem-estar de Hugo, Valentina sentia que Helder estava pagando aquelas pessoas justamente para evitar que Lívia fosse usada como bolsa de sangue.
Ela sentiu um grande desconforto com isso.
Sheila só teve Lívia para fornecer sangue ao filho dela com Bernardo. Se a Lívia perdesse essa utilidade, a Sheila não teria mais motivo para continuar ocupando o posto de esposa do Helder.
Como nenhum dos dois precisaria mais de Sheila e sua filha, ou melhor, não precisariam mais de Lívia.
O principal motivo para Sheila ainda estar ao lado de Helder era porque Lívia servia como doadora para Hugo, e era por isso que Helder adiava o divórcio. Valentina só tolerava a presença de Sheila por causa disso.
Mas agora, não havia mais amarras.
— Desde quando isso começou?

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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