Ouvi dizer que ela tem outro filho, e o sangue das duas crianças poderia salvar o Hugo. O filho da Sheila também é meu sobrinho, ou sobrinha, mas eu não tenho coragem de pedir isso a ela.
Valentina chorava de forma devastadora, e o rosto de Beatriz ficou sombrio.
— Foi a Lívia, aquela bastardinha, que bateu no Hugo? Por que não me disse isso antes? Não existe essa de não ter coragem. Os filhos da Sheila são da família Cavalcanti, e eu ainda sou a sogra dela. Eu dito as regras.
A vida do Hugo é mais importante ou a vida daquele bebê? O corpo recupera o sangue em dois meses. Tirar um pouco de sangue não mata ninguém, não é mesmo?
Valentina escondeu um sorriso e continuou parecendo desolada.
Beatriz foi ver Hugo e ficou com o coração partido ao vê-lo desacordado.
Cecília ofereceu algumas palavras de conforto. Ela amava o neto e também ficava triste ao ver Hugo daquele jeito.
Ela até pensou em falar com Sheila para que Lívia doasse sangue para Hugo, mas como Beatriz já havia decidido tomar a frente, decidiu não se intrometer.
Sheila não era mais tão submissa como antes. Ela já havia levado a pior com a própria filha algumas vezes.
A família Ferraz agora a apoiava abertamente, e Cecília não ousava provocar Sheila de qualquer jeito.
Beatriz observou Hugo por um tempo, perguntou ao médico quando ele acordaria e, depois de ser informada, foi embora de carro.
Tiago franziu os lábios ao ver Beatriz partindo.
Quando ela chegou, nem fez questão de cumprimentá-los.
Tinha uma postura arrogante.
Ele deu um sorriso para ela, mas a mulher nem sequer olhou para ele.
Tiago se sentiu ofendido. Afinal, ele era agora um bilionário influente, o que era a Sra. Cavalcanti perto dele?
— Prima, essa sua sogra se acha muito importante...

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois da Amnésia, Abandonei o Marido Frio
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