No começo, Lívia estava com medo, e não esperava que a mamãe fosse tão boa naquilo.
O coraçãozinho dela decolou e ela bateu palmas, deixando as mãozinhas vermelhas, ao ver a mãe dar uma surra naqueles homens.
— A mamãe é a melhor, ela é uma heroína.
Com a janela do carro abaixada pela metade, Helder olhou para os próprios seguranças, seus lábios apertados em uma linha.
André limpou o suor discretamente e comemorou.
Ele não era o único inútil, no fim das contas.
— Sr. Cavalcanti, ainda vamos querer...?
Antes que ele terminasse de falar, os punhos de Helder, ao seu lado, estalaram.
— Um bando de inúteis, não conseguem nem lidar com uma mulher.
André sentou-se obedientemente no banco do motorista e murmurou algo.
Então vá você lá!
Ele tinha escutado dos empregados da velha mansão que, durante o jantar, a esposa tinha derrubado o chefe.
A Sra. Cavalcanti sabia artes marciais.
Helder mexeu o pulso secretamente. Só quando voltaram da mansão é que ele percebeu.
Aquele golpe de Sheila nele.
Seu pulso esquerdo estava deslocado.
De volta à Mansão Bromélia, ele teve que esperar duas horas até ver as duas.
Sheila carregava um boneco da sua altura, e Lívia vinha atrás com uma bolsinha cheia de brinquedos.
— A mamãe é incrível, a mamãe bate em vilões. Bateu naquele vilão do papai e num monte de caras maus...
Helder, sentado no sofá da sala, ouviu claramente as palavras de Lívia enquanto olhava para as duas entrando.
O corpinho saltitante de Lívia parou de repente ao ver Helder.
Ela moveu-se rapidamente para o lado de Sheila, mas não estava tão com medo como antes.
Sua mãe era incrível, batia em caras maus.
Lívia girou os olhinhos escuros. Do antigo cuidado constante a uma pontada de provocação ao olhar para Helder.

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