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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 10

— Augusto, me salva! Por favor, me salva! — Mônica gritou novamente, sua voz estridente finalmente trazendo Augusto de volta à realidade.

Mas o grito dela também atraiu Laís, que correu para a sala ao ver a mãe sendo segurada contra a parede enquanto eu continuava a estapeá-la sem piedade.

— Sua mulher má! Solta a minha mãe! Sua mulher má! — Laís gritava entre soluços, enquanto puxava desesperadamente a barra da minha roupa.

Eu já tinha perdido completamente o controle. Para mim, ela era tão culpada quanto Mônica. Sem pensar duas vezes, empurrei a menina para longe e continuei batendo em Mônica.

Mesmo com o rosto dela já inchado a ponto de estar irreconhecível, com sangue escorrendo do canto da boca, minha raiva ainda não tinha diminuído.

Minha filha... O que minha filha tinha feito para merecer isso? Por que ela teve que ser reduzida a cinzas e jogada no chão por causa dessas duas?

Laís, que tinha caído no chão com o empurrão, começou a chorar alto, sua voz misturando-se aos sons da confusão.

Foi então que senti uma força firme me segurar pelos ombros e me virar de repente. No segundo seguinte, um tapa forte estalou no meu rosto.

O ar pareceu congelar. O silêncio na sala era tão absoluto que dava para ouvir até mesmo as respirações contidas.

Eu olhei, chocada, para o homem à minha frente. O rosto dele estava sério, duro, quase frio. Era o mesmo homem por quem eu tinha sido apaixonada desde os meus cinco anos até os vinte e cinco.

Augusto... Ele tinha me batido. Ele levantou a mão contra mim. Por causa de Mônica e Laís.

Por que, não importava o que elas fizessem, no final era sempre eu quem pagava o preço?

— Débora...

Augusto parecia tão surpreso com o que tinha acabado de fazer quanto eu. A voz dele saiu mais suave enquanto ele dava um passo à frente, tentando me tocar.

— Me desculpa... Eu só queria que você se acalmasse.

Eu recuei instintivamente, dando alguns passos para trás. Olhei para ele em silêncio, tentando encontrar alguma explicação. Então, comecei a perguntar, uma vez após a outra:

Com passos decididos, caminhei até ele e o peguei. Então, fui direto para a pequena capela da casa.

Elas tinham destruído a coisa mais importante da minha vida. Mas eu não podia matá-las. Em vez disso, eu destruiria o que era mais importante para Augusto. Eu faria com que ele sentisse a mesma dor que eu estava sentindo.

Levantei o taco de golfe e comecei a golpear a estátua dourada de um santo que estava no altar. A cada golpe, pedaços da escultura se despedaçavam, caindo no chão como cacos brilhantes.

Aquela capela, com todos os seus ornamentos luxuosos, tinha sido projetada por um artista famoso e construída com um orçamento astronômico a pedido de Augusto. Era um lugar que ele adorava, um símbolo de sua fé e de sua disciplina.

Mas, naquele momento, eu estava destruindo tudo. Os sons dos estalos e das rachaduras ecoavam pelo espaço, como se fossem o grito da minha própria alma.

Eu não me importava se aquilo era um sacrilégio, nem se haveria consequências para mim.

Porque, se o mundo tivesse justiça, por que a punição nunca recaía sobre Augusto ou Mônica?

Quando Augusto finalmente percebeu o que estava acontecendo e entrou na capela, encontrou um cenário de destruição. O chão estava coberto de destroços, e eu estava no centro de tudo, completamente fora de mim, destruindo o que restava com golpes furiosos.

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