— Débora!
A voz de Augusto soou alta e carregada de raiva. Ele parecia ter perdido o controle por completo. Ele veio até mim, arrancou o taco de golfe das minhas mãos e o jogou para o lado. Sua mão se levantou, mas, mesmo tremendo de fúria, ele se segurou. Não deixou que o golpe caísse.
Eu curvei os lábios em um sorriso frio e perguntei:
— Por que não me bate? Está com pena?
Enquanto Augusto ficava imóvel, sem saber o que responder, eu levantei minha mão e o estapeei com força.
Aquele tapa era o mínimo que ele devia a mim e à nossa filha. E o que ele nos devia ia muito além disso.
Se, no início de tudo, Augusto tivesse lamentado a perda da nossa filha, se ele tivesse mostrado ao menos uma fração da minha dor, eu não teria chegado a esse ponto de desespero.
Mas ele nunca derramou uma lágrima pela nossa bebê. Ele estava ocupado demais cuidando de Mônica e daquela menina, enquanto eu ficava completamente sozinha no meu luto.
Augusto passou a língua pelo canto da boca, limpando o sangue que escorria do corte provocado pelo meu tapa. Então, ele disse com frieza:
— Débora está fora de si. Levem-na para o quarto. Ela precisa se acalmar.
Eu estava tão esgotada que não tinha mais forças para resistir. Meu corpo, quase sem vida, começou a se mover automaticamente em direção ao meu quarto.
Enquanto eu me afastava, ouvi a voz de Mônica atrás de mim.
— Augusto, olha o que ela fez comigo! Meu rosto está todo machucado! Como é que vou aparecer no set de filmagens no mês que vem? E Laís... Ela não fez por mal, ela só é uma criança! Débora precisava surtar assim? Parecia uma louca!
A resposta de Augusto veio seca e cortante:
— Laís é uma criança. E você? Você é adulta. Onde você estava quando tudo aconteceu?
…
Quando finalmente cheguei ao meu quarto, uma hora já havia passado. Mas meu corpo ainda tremia inteiro.
Então, ouvi batidas suaves na porta. Era Ana, que entrou segurando a caixa de madeira, agora danificada, nas mãos.
Mais tarde, Ana voltou trazendo o jantar. Antes de sair, ela comentou:
— O Sr. Augusto mandou Laís ficar de castigo na sala até as duas da manhã. Parece que ele também repreendeu Mônica.
Eu dei uma risada fraca. Que diferença faria uma punição tão superficial? Isso mudaria alguma coisa?
Naquele momento, eu senti um vazio esmagador dentro de mim.
Olhei pela janela de vidro que dava para o jardim. A mansão, tão luxuosa e imponente, parecia agora estrangeira para mim. Percebi que, entre as quatro pessoas que moravam ali, eu era a única que não pertencia àquele lugar.
Abri meu notebook e, mais uma vez, olhei para aquelas fotos que comprovavam a traição de Augusto.
Quanto mais ele era gentil e atencioso com outras pessoas, mais cruel e indiferente ele era comigo.
Foi então que ouvi o som da fechadura girando e os passos que eu conhecia tão bem. Augusto estava entrando no meu quarto.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Precisamos de um amor avassalador de Thiago e Débora e finalmente felizes...
Na melhor parte acaba o capítulo, pelo amor de Deus , escreve uma 20 por dia...
700 capítulos e a história não anda pra frente. A todos os novos leitores por aqui eu não recomendo de todo esta história...
700 paginas de pura "Encheção de linguiça" nem novela mexicana é tão enrolada que horror...
Começo a chegar à conclusão que a Débora tem nojo do Tiago, a forma como a autora descreve aquilo que Débora sente quando é tomada por ele retrata mais nojo do que desejo. Juro que já não entendo mais nada. Muita enrolação...
Acho que o autor já enrolou muito o final da trama, já está muito longo. Thiago e Débora nunca ficam juntos....
Ja estou desistindo de ler....
Não aguento mais esperar....
Já não aguento mais esperar o desfecho de Débora e Thiago,mulher faz uns 20 capitulos por favor...
Eita, por favor queremos os próximos capitulos...