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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 14

— Ana. — Eu a interrompi antes que ela pudesse fazer a ligação. — Não conte isso para ele. Não faz sentido.

Mesmo que Ana dissesse algo, Augusto só pensaria que eu estava exagerando ou tentando me fazer de vítima para competir com Mônica.

E, mesmo que ele acreditasse nas palavras de Ana, eu não precisava mais do arrependimento ou da compaixão de Augusto.

Com minha insistência, Ana acabou desistindo de ligar para ele.

Meia hora depois, Natália chegou ao hospital.

Ao me ver pálida e fraca, ela logo exclamou, furiosa:

— Eu já te disse que parar de comer carne por causa daquele homem era uma péssima ideia! Olha só como você está agora! Uma mulher tão linda, mas sem nenhum brilho no rosto!

Natália terminou de falar e, de tão indignada, seus olhos ficaram vermelhos. Ela balançou a cabeça, cheia de raiva, e declarou:

— Augusto é um canalha! Ele que me espere. Aquela filha bastarda dele não vai colocar os pés no Jardim das Borboletas!

Eu não queria que Natália se prejudicasse por minha causa, então a lembrei:

— O Grupo Moretti é o maior acionista do Jardim das Borboletas. Não vale a pena você arrumar problemas com ele por minha causa. Mesmo que não seja o jardim de infância da sua família, ele vai encontrar outro lugar para colocar a filha.

Natália olhou discretamente para Ana, como se temesse que algo do que disséssemos fosse contado para Augusto.

Antes que ela pudesse pedir para Ana sair, o celular de Ana tocou. Era uma ligação de Mônica.

Do outro lado da linha, Mônica explicou que Augusto havia comprado uma remessa de trufas brancas italianas caríssimas em um leilão, e que elas tinham acabado de chegar à mansão. Ela exigiu que Ana voltasse imediatamente para preparar uma sopa de trufas para ela.

Com tantos empregados na casa, era óbvio que Mônica só queria que Ana fizesse isso porque sabia que Ana estava comigo. Ela queria me isolar, me deixar sem ninguém ao meu lado. Não bastava roubar meu marido, Mônica também queria afastar todas as pessoas que ainda eram boas para mim.

Eu me virei para Ana e disse:

— Pode ir. Natália está aqui comigo, vou ficar bem.

Mesmo relutante, Ana sabia que trabalhava para Augusto e não tinha escolha. Antes de sair, ela olhou para mim com preocupação e disse:

— Sra. Moretti, qualquer coisa me ligue, por favor.

Eu assenti, e ela se foi.

Assim que Ana saiu, Natália finalmente soltou o que estava pensando:

— Débora, você não era assim tão passiva! Desde quando você aceita tudo calada? Pelo que Ana falou, aquela mulher está morando na sua casa. Como você consegue suportar isso?

— Eu não estou suportando. Vou me divorciar dele. Isso é certo.

Natália me encarou, surpresa.

Ela me conhecia desde o colégio e sabia como eu sempre fui apaixonada por Augusto. Ela tinha visto o quanto eu o apoiei quando ele decidiu dedicar sua vida à religião, aceitando seguir todas as restrições junto com ele. Naquela época, Natália já tinha me alertado:

[Mônica, você já é linda naturalmente, uma verdadeira deusa! Nós, mortais, nunca vamos chegar perto!]

[Eu conheço essa marca de trufas brancas. Só se encontra em leilões, é mais cara que ouro! Isso é o puro luxo. Beber dessa sopa deve ser como entrar para a alta sociedade.]

[É, não é para nós, pobres mortais. Que inveja da Mônica, linda e rica!]

Natália olhou para a foto de Mônica com o rosto impecavelmente claro e rosado e, em seguida, voltou os olhos para o meu, visivelmente pálido e sem vida. Era evidente que ela estava furiosa, quase rangendo os dentes de tanta raiva.

— A pessoa que mais precisa de algo para recuperar o sangue e a energia é você! — Natália exclamou, indignada. — Augusto é um desperdício como homem, dando coisas tão boas para ela!

Enquanto estávamos conversando, a advogada chegou. Era uma mulher de cerca de trinta anos, chamada Lúcia. Ela parecia extremamente competente e segura de si, com uma postura profissional que imediatamente transmitia confiança.

Eu expliquei a Lúcia a situação do meu casamento e quais eram os meus objetivos com o divórcio. Mas, antes que pudéssemos terminar a conversa, ouvimos uma voz masculina do lado de fora.

— Sr. Augusto, a Sra. Moretti parece estar no quarto logo à frente.

Era Felipe, um dos assistentes de Augusto.

Eu e Natália trocamos um olhar alarmado, nossos rostos mudando imediatamente de expressão. Será que Augusto tinha vindo até aqui?

Se ele descobrisse que eu estava contratando uma advogada para o divórcio, qual seria a reação dele?

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