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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 13

Ana colocou um prato de mingau de milho na minha frente, trazendo minha mente de volta à realidade.

Eu empurrei os pratos vegetarianos e o mingau que estavam diante de mim, sem nenhum apetite, e perguntei a Augusto:

— Por que a minha comida é diferente da delas?

Ele levantou os olhos lentamente, lançando-me um olhar breve e desinteressado. Enquanto alimentava Laís com calma, respondeu:

— Se você não tivesse feito questão de comer carne na frente da Laís ontem, ela não teria ido procurar comida no seu quarto. A caixa foi quebrada por sua culpa.

A lógica de culpar a vítima e a hipocrisia de Augusto ficaram escancaradas naquele momento.

Eu respirei fundo, tentando manter a calma, e me levantei.

— A partir de agora, não vou mais comer em casa. E não precisa mais preparar comida para mim.

Eu não precisava depender de Augusto para me alimentar. Com tantos restaurantes e mercados lá fora, eu poderia comer o que quisesse, sem nenhuma restrição.

Mas, quando me virei para sair, uma sensação de tontura tomou conta de mim. Era como se o mundo estivesse girando ao meu redor.

Segurei a testa, tentando estabilizar meu corpo. Foi inútil. Em questão de segundos, minha visão escureceu e eu desabei para trás.

No último momento antes de perder a consciência, senti que caí em um abraço firme e quente.

Acordei em um quarto de hospital, com Ana ao meu lado.

O soro que pingava no meu braço não era transparente, mas de um vermelho intenso. Eu jamais imaginei que minha anemia tivesse chegado ao ponto de eu precisar de uma transfusão de sangue.

— Sra. Moretti, a senhora acordou? — Ana suspirou aliviada, como se tivesse esperado por isso o dia inteiro. — Que susto a senhora nos deu! Não tomou café da manhã hoje. Vamos, tome um pouco de leite. Aqui também tem pão.

Olhei para a bandeja de comida, mas não senti nenhum apetite. Franzi a testa, pensando em tudo o que tinha acontecido.

Augusto havia quebrado seu próprio voto de vegetarianismo por Mônica, permitindo que ela e Laís vivessem confortavelmente, sem restrições. Mas eu, a mulher traída, tinha que suportar todas as imposições dele.

Mesmo com minha saúde nesse estado, ele preferia me encher de remédios e me obrigar a transfusões de sangue, em vez de simplesmente me permitir comer carne para melhorar minha condição de forma natural.

Resolvi pedir a Ana que me preparasse a mesma comida que Mônica e Laís comiam.

Eu ainda queria provar para mim mesma que, tudo o que Mônica tinha, eu também poderia ter.

Resumidamente, contei a Natália o que havia acontecido nos últimos dias.

Depois de ouvir tudo, Natália respondeu de forma direta:

— Onde você está? Estou indo agora mesmo.

Assim que terminei a ligação, o médico entrou no quarto com meus exames em mãos.

Com uma expressão séria, ele explicou que minha alimentação desbalanceada havia causado não apenas anemia severa, mas também gastrite atrófica. Ele alertou que, se eu não cuidasse disso, poderia evoluir para um câncer.

A palavra "câncer" me fez estremecer. Pela primeira vez, percebi o quão perto eu estava da morte.

Não era à toa que eu sentia dores intensas no estômago todas as noites, ao ponto de não conseguir dormir. Descobri, naquele momento, que minha devoção por Augusto, ao longo dos anos, estava literalmente me matando.

Mas, daquele dia em diante, eu prometi a mim mesma que colocaria minha vida e minha saúde em primeiro lugar.

Depois que o médico saiu, Ana, visivelmente preocupada, pegou o celular e disse:

— Vou contar tudo ao Sr. Augusto. A senhora é a esposa dele. Por que aquela desgraçada pode comer o que quiser, enquanto a senhora, mesmo doente, tem que viver assim?

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