Eu fiquei internada por três dias, e Natália veio me visitar todos os dias.
Augusto não apareceu uma única vez, e Ana também não.
Segundo Ana, Mônica a fazia cozinhar sopa de trufa branca todos os dias e sempre arranjava alguma desculpa para dificultar seu trabalho, de modo que ela não tinha tempo para sequer passar no hospital.
Hoje, o médico disse que eu estava liberada para voltar para casa, mas fez questão de reforçar que minha alimentação deveria ser equilibrada, com carne e vegetais, e que eu jamais deveria voltar a adotar uma dieta exclusivamente vegetariana. Prometi a ele que seguiria suas orientações.
No caminho de volta, passei no mercado e comprei alguns utensílios de cozinha novos, além de ingredientes frescos, tanto carnes quanto vegetais.
A mansão era imensa, e até mesmo os quartos de hóspedes tinham espaço suficiente para que eu pudesse cozinhar minhas próprias refeições.
Quando cheguei em casa, o jantar já estava servido.
Ao passar pela sala de jantar, notei que a mesa estava posta com pratos variados, incluindo carnes e vegetais.
Augusto continuava comendo apenas alimentos vegetarianos, enquanto Laís e Mônica tinham à disposição pratos de carne e vegetais.
Lembrei-me de como, no passado, o freezer da mansão estava completamente proibido de conter qualquer tipo de carne.
Mas agora, essas mulheres podiam comer carne bem diante de Augusto, e ele simplesmente tolerava isso.
A verdade era clara: Augusto seguia rigidamente seus princípios apenas porque, antes, ele não tinha encontrado alguém por quem estivesse disposto a quebrá-los.
Desviei o olhar daquela cena que só servia para me ferir ainda mais e me preparei para ir ao meu quarto.
Mas, antes que pudesse sair, Mônica me notou.
— Débora, você recebeu alta? Já está recuperada? Eu estava pensando em levar a Laís para visitá-la no hospital.
Eu parei e a encarei friamente antes de responder:
— Não precisa se preocupar. Eu não morri. Se você quer ser a próxima esposa, vai ter que esperar mais um pouco.
O rosto de Mônica ficou tenso por um instante, mas logo ela adotou uma expressão de falso arrependimento e disse, com uma voz delicada:
— Eu queria pedir desculpas pelo que aconteceu com a caixa da sua filha. A Laís não teve intenção, foi um acidente. Por favor, perdoe a mim e a ela.
— Você não passa de uma empregada! — Ela gritou com uma vozinha estridente. — É uma serva! Minha mãe é a verdadeira dona da casa. Quem deveria se ajoelhar e pedir desculpas é você!
Mônica abraçou a filha com orgulho, visivelmente satisfeita.
Eu, no entanto, fiquei surpresa. Como era possível que uma criança de apenas três anos dissesse algo assim?
O que Mônica andava ensinando a ela todos os dias?
Laís continuou a me encarar, agora com mais ousadia, e ordenou:
— Eu mandei você se ajoelhar para minha mãe. Não ouviu?
Meu olhar se voltou para Augusto, que estava sentado à mesa, comendo calmamente, como se não tivesse ouvido ou visto nada. Ele parecia completamente alheio à discussão.
Então, perguntei a ele, mantendo meu tom frio:
— E você? O que tem a dizer sobre isso?

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...