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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 16

Eu fiquei internada por três dias, e Natália veio me visitar todos os dias.

Augusto não apareceu uma única vez, e Ana também não.

Segundo Ana, Mônica a fazia cozinhar sopa de trufa branca todos os dias e sempre arranjava alguma desculpa para dificultar seu trabalho, de modo que ela não tinha tempo para sequer passar no hospital.

Hoje, o médico disse que eu estava liberada para voltar para casa, mas fez questão de reforçar que minha alimentação deveria ser equilibrada, com carne e vegetais, e que eu jamais deveria voltar a adotar uma dieta exclusivamente vegetariana. Prometi a ele que seguiria suas orientações.

No caminho de volta, passei no mercado e comprei alguns utensílios de cozinha novos, além de ingredientes frescos, tanto carnes quanto vegetais.

A mansão era imensa, e até mesmo os quartos de hóspedes tinham espaço suficiente para que eu pudesse cozinhar minhas próprias refeições.

Quando cheguei em casa, o jantar já estava servido.

Ao passar pela sala de jantar, notei que a mesa estava posta com pratos variados, incluindo carnes e vegetais.

Augusto continuava comendo apenas alimentos vegetarianos, enquanto Laís e Mônica tinham à disposição pratos de carne e vegetais.

Lembrei-me de como, no passado, o freezer da mansão estava completamente proibido de conter qualquer tipo de carne.

Mas agora, essas mulheres podiam comer carne bem diante de Augusto, e ele simplesmente tolerava isso.

A verdade era clara: Augusto seguia rigidamente seus princípios apenas porque, antes, ele não tinha encontrado alguém por quem estivesse disposto a quebrá-los.

Desviei o olhar daquela cena que só servia para me ferir ainda mais e me preparei para ir ao meu quarto.

Mas, antes que pudesse sair, Mônica me notou.

— Débora, você recebeu alta? Já está recuperada? Eu estava pensando em levar a Laís para visitá-la no hospital.

Eu parei e a encarei friamente antes de responder:

— Não precisa se preocupar. Eu não morri. Se você quer ser a próxima esposa, vai ter que esperar mais um pouco.

O rosto de Mônica ficou tenso por um instante, mas logo ela adotou uma expressão de falso arrependimento e disse, com uma voz delicada:

— Eu queria pedir desculpas pelo que aconteceu com a caixa da sua filha. A Laís não teve intenção, foi um acidente. Por favor, perdoe a mim e a ela.

— Você não passa de uma empregada! — Ela gritou com uma vozinha estridente. — É uma serva! Minha mãe é a verdadeira dona da casa. Quem deveria se ajoelhar e pedir desculpas é você!

Mônica abraçou a filha com orgulho, visivelmente satisfeita.

Eu, no entanto, fiquei surpresa. Como era possível que uma criança de apenas três anos dissesse algo assim?

O que Mônica andava ensinando a ela todos os dias?

Laís continuou a me encarar, agora com mais ousadia, e ordenou:

— Eu mandei você se ajoelhar para minha mãe. Não ouviu?

Meu olhar se voltou para Augusto, que estava sentado à mesa, comendo calmamente, como se não tivesse ouvido ou visto nada. Ele parecia completamente alheio à discussão.

Então, perguntei a ele, mantendo meu tom frio:

— E você? O que tem a dizer sobre isso?

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