Laís teve sua atenção atraída pelo cheiro delicioso que vinha da comida no recipiente.
Augusto, enquanto separava o arroz e o feijão para ela, inclinou-se em minha direção e sussurrou:
— Agora não é o momento certo para você falar essas coisas para ela. Tenha um pouco de paciência. Caso contrário, temo que ela não vá conseguir lidar com isso.
Eu apertei levemente os dedos, sentindo o peso das palavras dele, e murmurei um “hum” abafado.
Foi então que Laís pareceu se lembrar de algo. Ela havia dado apenas duas garfadas na comida quando, de repente, parou de comer.
Augusto, com sua voz suave, perguntou:
— O que foi, minha pequena?
Laís ergueu seus olhos brilhantes para o pai e perguntou com seriedade:
— Papai, você me ama?
Augusto ficou surpreso por um instante, mas logo sorriu e respondeu:
— Claro que eu amo você.
— Então você pode raspar a cabeça junto comigo? — A menina olhou para ele com uma expressão extremamente séria e determinada. — Se não, só eu vou ser careca em casa. Fica muito feio. Você vai fazer isso por mim?
O sorriso de Augusto congelou no rosto. Era visível o desconforto em sua expressão. Ele demorou alguns segundos, mas acabou tentando mudar de assunto:
— Laís, o cabelo das crianças cresce muito rápido. Quem sabe, quando você sair do hospital, ele já não estará maior?
Mas Laís, teimosa, rebateu:
— Não é verdade! Papai, você está mentindo! Mesmo que eu saia do hospital, meu cabelo não vai crescer o suficiente para fazer tranças!
Augusto, que sempre foi tão firme e decisivo no mundo dos negócios, parecia completamente perdido diante da insistência da filha.
Ele tentou contornar a situação, falando com paciência:
— Laís, eu preciso ir para o trabalho todos os dias. Um… Um…
Ele gaguejou, sem conseguir terminar a frase.
A menina percebeu a hesitação do pai e, entendendo que ele estava se recusando, começou a chorar alto:
— Papai, você não disse que ficar careca também é bonito? Então por que você não quer ficar careca comigo?
Enquanto isso, eu, que já havia comprado uma peruca para Laís, engoli a vontade de mencionar isso. Não queria facilitar as coisas para Augusto.
Seria ótimo se Laís conseguisse convencer ele a raspar a cabeça. Afinal, ele não vive dizendo que ama a filha? Então essa seria a oportunidade perfeita para ele provar isso!
No momento em que Augusto já parecia completamente encurralado, a voz de Mônica ecoou pelo quarto:
— Débora, venha também. — Disse ele, olhando para mim enquanto se dirigia para a porta.
Eu o segui, junto com Mônica. Os três fomos até a escadaria do andar.
Mônica, com uma expressão que tentava demonstrar preocupação materna, questionou:
— Augusto, o que você quer falar? Laís está esperando por mim no quarto. Não podemos demorar muito.
Os olhos de Augusto estavam escuros e a expressão dele era fria como gelo. A voz saiu firme e decidida:
— Mônica, eu sei que esses anos foram difíceis para você. Obrigado por ter cuidado da Laís até agora.
Mônica pareceu confusa e perguntou, cautelosamente:
— Augusto, o que você quer dizer com isso?
Ele inspirou profundamente e continuou, com uma calma cortante:
— Vou te dar uma compensação financeira, suficiente para garantir que você viva confortavelmente pelo resto da vida.
A voz dele não carregava nenhuma emoção, apenas uma determinação impenetrável.
— Mas, a partir de hoje, começarei a preparar Laís para aceitar Débora como a mãe dela. Você e Débora precisam seguir caminhos separados.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...