Augusto chegou rapidamente.
Assim que o viu, Laís começou a chorar. Na verdade, ela estava exagerando um pouco.
Depois de passar tanto tempo convivendo com Mônica, Laís havia aprendido bem como fazer drama para conseguir o que queria. E ela sabia que o pai sempre caía nessa.
Ao vê-la chorando tanto, quase sem conseguir respirar, Augusto ficou com o coração apertado. Ele a pegou no colo, tentando acalmá-la:
— Pronto, Laís, não precisa chorar. Eu vou te levar para salvar sua mãe agora mesmo, está bem? Não se preocupe, vou entrar em contato com as pessoas certas. Sua mãe não vai ter nenhum problema.
Enquanto dizia isso, Augusto não conseguia esquecer a gravação que Mônica havia mostrado a ele antes. Era o áudio da ligação anterior, em que Laís gritava para Mônica, que havia acabado de perder um bebê, um cruel e direto “Vai pro inferno”. Ele tinha ido até lá preparado para dar uma bronca séria na filha.
Mas, ao vê-la naquele estado, tão frágil e chorosa, ele simplesmente não teve coragem de dizer nada.
Com isso, ele desceu as escadas com Laís nos braços e a colocou no carro.
Laís, no entanto, recusou-se a sentar no banco da frente. Ela abriu a porta traseira e foi direto para o banco de trás, deixando claro que ainda estava chateada.
Augusto suspirou, sem saber o que fazer. Ele ligou o carro e começou a dirigir. De vez em quando, olhava para a filha pelo retrovisor.
— Laís, eu quero conversar com você. — Disse ele em um tom calmo, mas firme.
Laís continuou olhando pela janela, com a expressão fechada, e respondeu de forma indiferente:
— Não é porque aquela mulher má foi reclamar de mim de novo? O que tem pra conversar? Não foi culpa minha, e eu não vou pedir desculpas!
Augusto franziu as sobrancelhas, preocupado.
Aquela teimosia, o jeito frio e resistente de Laís... Ela estava cada vez mais parecida com Débora.
Ele respirou fundo e disse:
— Laís, por mais que você esteja brava, a mamãe Mônica cuidou de você por muitos anos. Não é certo dizer coisas tão cruéis para ela.
Laís girou os olhos e, ainda sem olhar diretamente para ele, retrucou:
— Ela me criou, mas você também deu muitas coisas para ela, não deu? Você deu joias, presentes caros... Ela não ficou no prejuízo. E, além disso, ela me criou, mas foi a minha mãe quem me deu à luz! Você mesmo me fez assistir aquele vídeo sobre mães dando à luz. Minha mãe é a que mais sofreu por mim!
Augusto ficou sem palavras por um momento. Ele não sabia como responder à lógica afiada da filha.
— Débora, após a investigação, constatamos que não houve cárcere privado. Você está liberada para ir embora.
Eu senti um alívio enorme e, imediatamente, perguntei se Rafaela poderia ir para casa comigo.
Mas o policial continuou:
— A mãe de Rafaela, Melissa, acabou de chegar na delegacia. Ela já levou Rafaela com ela.
Meu coração afundou.
— O pai dela confiou Rafaela aos meus cuidados. Vocês deveriam, no mínimo, ter consultado ele antes de deixá-la ir embora com Melissa! — Argumentei, tentando manter a calma.
Eu ainda lembrava da forma como Melissa tratava Rafaela. Para mim, era claro que ela deveria ficar com Lorenzo. Ele, pelo menos, parecia mais responsável.
Mas o policial respondeu com um tom formal e imparcial:
— Melissa é a guardiã legal de Rafaela. Enquanto Lorenzo não apresentar nenhuma objeção formal ou não houver provas de que ela é uma má tutora, Melissa tem o direito de levá-la. Nós também orientamos Melissa a tratar a criança de forma adequada e garantimos que a situação será monitorada.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle
Gente o que o tio do Thiago tem haver com o sumiço da mãe dela. Coitada Thiago tbm escondeu da Débora esse sumiço....
Perguntas que ficaram sem respostas O que houve com a mãe da Débora? O pai dela é o pai do Lorenzo? Eles encontram o Felipe? O Cláudio e a Alice ficam juntos? Sério que por causa de um escândalo a empresa multimilionária do Augusto faliu? Diz que vai ter mais capítulos, pq se a história acabar aqui é lamentável para dizer o mínimo, tantos capítulos pra terminar assim? Ajuda aí autor!...
Não acredito que acabou com tantos finais sem desfecho. O que aconteceu co. A mãe da Débora? O pai dela quem era? O Cláudio não cumpriu a promessa? O Filipe foi encontrado?...
Quase no final eles bloqueiam os episódios, brincadeira isso....
Apesar de eu gostar de histórias com finais em aberto, existe uma diferença brutal entre um desfecho aberto intencional e uma ponta solta por incompetência ou preguiça do autor. Na teoria literária, o primeiro é uma escolha artística para gerar reflexão, enquanto o segundo é apenas um plot hole. Nessa história o que não falta são pontas soltas, falhas de roteiro, sinto que a história acabou antes do que a autora desejasse que fosse o fim. E quanto aos pais biológicos de Débora? E quanto aos paradeiro de sua mãe? Essas e outras questões me deixam com essa sensação. A história não oferece elementos para que o leitor teorize o final. Fica evidente que a autora se encurralou em um mistério tão complexo que ela mesmo não soube como resolver, optando por cortar a cena ou encerrar a história de forma abrupta para "fugir" do problema....
Num outro aplicativo tem mais sobre o casamento, mas mesmo assim a história ficou incompleta,a mãe da Débora não fala se ela morreu quando desapareceu, a Alice não ficou com o Claudio e a Mônica que fim teve na verdade com a mãe dela.Sao detalhes que fez diferença...
Amei esse livro, me prendeu do começo ao fim, porém não acredito que essa história vá terminar assim. Com certeza vai sair mais episódio. Lembro quando comecei a ler era 999 capítulos, depois apareceu mais ate 1010... estou na esperança de sair o resto dessa história. Só uma ressalva, a partir desse capítulos que começa a pagar, está faltando algumas partes... por favor alguém corrige esse erro, pq ate agora não sei o que o Thiago disse para Debóra......
Sério q acaba no capítulo 1010???...
Cadê o capítulo 982??? Vão liberar qdo?...
Mentira que acabou assim...