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Depois do Divórcio, Meu Ex-marido Frio Perdeu o Controle romance Capítulo 7

Eu me lembrava com clareza. No final do ano retrasado, a saúde da minha mãe piorou de repente. Ela, que já estava em estado vegetativo, começou a sofrer falência múltipla dos órgãos. Sua vida estava por um fio.

Os especialistas disseram que existia um novo equipamento médico, capaz de realizar uma troca total do sangue no corpo e oferecer suporte simultâneo para o coração e os pulmões. Se fosse usado a tempo, poderia reverter o quadro da minha mãe.

E esse equipamento tinha sido desenvolvido justamente pela empresa de Augusto. Mas, na época, ainda não estava disponível no mercado e só poderia ser obtido por meio de contatos internos.

Eu achava que, para Augusto, isso seria algo fácil de resolver. Porém, para minha surpresa, mal terminei de contar pelo celular que a condição da minha mãe havia se agravado, ele respondeu:

— Avise o médico para fazer tudo o que for possível para salvar sua mãe. Não se preocupe com dinheiro. Eu estou ocupado agora, falamos depois.

Ele não teve sequer a paciência de ouvir tudo o que eu tinha a dizer antes de desligar.

Para Augusto, dinheiro era algo tão fácil de obter quanto eu era fácil de conquistar para ele. E, assim como eu, ele não dava valor.

Naquele momento, meu mundo desabou. Eu não conseguia entender o que poderia ser mais importante para ele do que a vida da minha mãe.

Agora, finalmente descobri. O "compromisso urgente" de Augusto naquele dia era levar Laís ao parque de diversões.

Enquanto eu estava no hospital, desesperada, sem ter a quem recorrer, ele estava no maior parque da cidade, acompanhado de sua amante e de sua filha ilegítima.

Mesmo que, no fim, meu irmão tenha conseguido o equipamento e minha mãe tenha sobrevivido, o desespero que senti naquele dia e o medo de perdê-la me marcaram para sempre.

Eu me segurei com todas as forças para não explodir de raiva e dor. Respirei fundo, peguei meu notebook e comecei a salvar todas as fotos que Mônica havia postado. Fiz capturas de tela e armazenei tudo.

Hoje, cada provocação dela se transformaria em uma prova no tribunal, quando eu e Augusto nos enfrentássemos.

Ao olhar para as fotos, me lembrei do que Augusto havia dito ontem: que as imagens vazadas na internet tinham saído da nossa empresa.

Isso era impossível. Eu era editora-chefe da Aurora Entretenimento, e todas as publicações passavam por mim antes de serem aprovadas.

Ou Augusto estava enganado, ou havia alguém no meu departamento agindo por conta própria.

Nesse momento, ouvi batidas na porta.

Antes que eu pudesse dizer "entre", Augusto já havia empurrado a porta e entrado no quarto.

Ele parecia furioso e, jogando o celular na cama, perguntou com a voz fria:

— Até quando você vai continuar com essa palhaçada?

Olhei para ele, confusa, e peguei o celular. Só então percebi que, além das fotos de Mônica que haviam sido vazadas dias atrás, novas imagens haviam sido divulgadas hoje. De novo, Augusto aparecia em poses comprometedoras, mas sua identidade estava borrada.

Era evidente que os vazamentos eram ataques premeditados.

Eu o encarei com calma e perguntei:

— Não fui eu. Será que você pode acreditar em mim, só desta vez?

Antes que ele pudesse responder, Laís entrou correndo no quarto, chorando desesperadamente:

— Papai, minha mãe quer ir embora! Por favor, vai lá e pede para ela ficar!

O rosto de Augusto ficou imediatamente tenso. Ele pegou a filha nos braços e saiu do quarto às pressas.

Eu o segui até a sala de estar, onde ele tentava convencer Mônica a não sair. Laís agarrava a mão da mãe e chorava sem parar, implorando para que ela não fosse embora.

Eu fiquei ali, parada, assistindo silenciosamente à cena daquela "família feliz".

A internet gostava de dizer que Mônica era uma celebridade sem talento, que só sabia atrair atenção com escândalos. Mas, vendo-a agora, eu achava que ela tinha talento suficiente para ganhar um prêmio de atuação. Bastava querer, e as lágrimas já brotavam, transformando-se em um espetáculo digno de novela.

— Augusto, me deixa ir. Eu não aguento mais isso. — Disse Mônica, com a voz embargada. — Se continuar assim, minha reputação vai ser destruída!

Antes que Augusto pudesse dizer algo para acalmá-la, eu intervim:

— Você já trouxe sua filha ilegítima para morar aqui, assumiu publicamente o papel de amante. E agora quer falar de reputação?

— Débora, cale a boca! — Augusto gritou, me cortando. Em seguida, respirou fundo, suavizou o tom e disse a Mônica. — Eu vou resolver essa situação. Você não pode ir embora. Laís precisa de você.

Laís, com medo de que Mônica realmente saísse, chorou ainda mais e disse:

— Mamãe, se você for embora, leva eu e o papai junto, tá bom?

Depois, apontou para mim com um olhar cheio de desprezo e declarou:

— Eu não quero ficar com essa mulher. Ela é muito má.

Capítulo 7 1

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