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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 105

MELISSA

Henry continua me surpreendendo. Ele está se mostrando um homem completamente diferente daquele dos últimos três anos. Cada gesto, cada atitude, me faz perceber o quanto ele está empenhado em ser melhor. E confesso que me emociona. Hoje, ele foi totalmente amigável com o Lennon, algo que jamais esperei, dada a história complicada entre eles. Foi uma surpresa positiva, e não consigo evitar um sorriso ao pensar nisso.

— Agora é só nós dois, amor. — Ele murmura, me puxando suavemente para sentar entre suas pernas.

— Deixa de ser bobo. — Respondo, acariciando seu rosto antes de selar nossos lábios em um beijo suave. — Agradeço por ser tão tranquilo com o Lennon. Me surpreendeu mesmo.

— O cara tava se borrando de medo. Não gosto de ver isso, Mel. Se ele tivesse agido de outra forma, talvez minha reação fosse outra. — Ele dá de ombros, relaxado, enquanto suas mãos permanecem firmes em minha cintura.

— E a Cristal, hein? Fazendo de tudo para chamar atenção. — Reviro os olhos, ainda irritada com a ousadia dela.

— Nem notei. — Ele diz, com uma expressão tão inocente que quase me faz gargalhar.

— Até parece, Henry. Não me diga que não viu ela se exibindo descaradamente. Por pouco, não fui até lá apagar o fogo dela naquela piscina. Além de copiar meu corte, ainda fica te olhando sem nenhum pudor. Eu tô de olho nela faz tempo. — Minha voz sai mais séria do que eu gostaria, e ele, ao invés de se aborrecer, apenas alisa meu rosto, afastando alguns fios de cabelo para trás.

— Quer que eu demita ela? — Ele pergunta de repente, me pegando totalmente desprevenida.

— O quê? — Arregalo os olhos, incrédula. — Claro que não, Henry! Isso seria superantiprofissional, e você sabe que eu não sou assim. Nada a ver. — Suspiro, tentando acalmar o ciúme evidente na minha voz. — O que eu quero é que você não dê corda para ela. E se ela der uma de abusada, mostre a ela o lugar dela: bem longe da sua vida. Só isso.

— Eu não dou corda, amor. — Ele responde, com aquele sorriso que sempre me desarma. — Mas se achar que em algum momento eu dei, pode me puxar a orelha. Às vezes, sou só educado, simpático. Nunca mais que isso. — Ele dá de ombros, como quem não quer dar muita importância.

— Tá ouvindo? — Ele pergunta de repente, inclinando a cabeça para escutar melhor. Uma música familiar começa a tocar ao fundo.

— Tô. — Respondo, sorrindo. Aquela melodia nos remete a memórias felizes, e antes que eu possa dizer mais alguma coisa, Henry se levanta, me puxando para ficar de pé também.

Sem dizer nada, ele me envolve em seus braços, me segurando firme enquanto começamos a nos mover lentamente, seguindo o ritmo suave da música. Apoio minha cabeça em seu peito, sentindo o conforto do seu abraço, o calor da sua presença. Seus lábios encontram meu ombro, distribuindo mordidas leves, enquanto suas mãos apertam minha cintura com força.

Adoro isso. Ele sabe o efeito que tem sobre mim, e usa isso para me provocar. Fecho os olhos, permitindo-me esquecer tudo por um momento e apenas sentir. Aqui, nos braços dele, com a música nos envolvendo, o mundo inteiro parece desaparecer.

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