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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 108

Peguei em suas mãos e as tirei do rosto. Ergui seu queixo e a puxei para um abraço. Quero que ela sinta que ainda tenho carinho por ela, e isso não vai mudar. Quem sabe esse gesto a ajude a sair dessa paranoia em que se encontra.

— Você é forte, não precisa disso. Precisa aprender a ser uma mulher de verdade e seguir em frente, deixando o passado para trás. — Digo a ela, o mesmo que aconselharia à minha filha. Graças a Deus, minha filha sempre teve a minha personalidade: nunca se deixou envolver por quem não merecia sua atenção. Vejo isso também na esposa do meu filho. É uma mulher forte, que soube se reerguer após o divórcio. Em nenhum momento a vi correr atrás do meu filho, choramingando. É esse tipo de mulher que admiro, e sempre fui assim, mesmo que de um jeito torto. Sempre dei liberdade a quem quisesse sair da minha vida, mas nunca dei tanta liberdade para quem quisesse entrar. Isso precisa ser conquistado, como Eduardo tem feito.

— Madrinha, me ajudaaaa, por favor. — Ela chora copiosamente. Como eu queria ter outro filho que a amasse para que ela fosse feliz... Mas a realidade é que não tenho. Meu Henry já tem família, e isso já se encaixou em minha mente. Falta Renata entender isso também.

— Olhe para mim, Renata. Por favor, pare com isso. Você sabe que não acho essa situação saudável. Só vai prejudicar sua vida. O Henry está bem, e, em consideração a mim, deixe-o em paz. Viva sua vida, e, no que precisar, pode contar comigo. Sempre será minha filha do coração. Mas deixe-o em paz, porque sabe que defendo meus filhos com unhas e dentes. — Peço a ela, que continua irredutível.

— Se me considerasse tanto assim, não permitiria que a Melissa fosse chamada de sua nora.

— Não tenho controle sobre isso, e você sabe bem disso. Eu tentei fazer vocês se entenderem, mas, pelo visto, você jogou tudo fora quando soube do divórcio. Começou a atacá-lo em vez de tentar se aproximar. Agora, pare de chorar. Quero você plena. — Tento manter a paciência, que já está se esgotando. Nem com meus próprios filhos precisei testar tanto a minha paciência.

— Então me jura que, pelo menos, não aceitará a Melissa aqui em sua casa e nem permitirá que ela seja chamada de sua nora, por favor. — Ela junta as mãos em súplica.

— Não posso te prometer nada, Renata. Ela é a esposa do meu filho, mãe da minha neta.

— Elisângelaaaa! — Ela esperneia, arrancando minha paciência no grito. Sei que não posso me estressar, mas ela conseguiu.

— Já chega, Renata! Não tenho paciência. — Respondo, exasperada. Ela me olha surpresa, se levanta e limpa os olhos, agora com um semblante de raiva.

— Está bem. Espero que a senhora pense melhor. Estou indo.

— Entenda o meu lado, Renata. Não dá para continuar pensando como antes. As pessoas mudam, e você precisa entender isso. O Henry de antes mudou muito. — Falo enquanto me levanto, mas de repente sinto uma tontura. Cambaleio e me sento novamente. — Deixe meu filho... em paz.

— Está bem, prometo que deixarei ele em paz.

— Te agradeço por isso. Estou tonta... deve ser o efeito dos remédios. — Seguro a cabeça, tentando aliviar a sensação.

— Está fazendo o tratamento?

— Estou sim... pode me... — Minha cabeça abaixa, os olhos se fecham, e sinto meu estômago revirar. Quando abro os olhos novamente, simplesmente não enxergo nada.

— Madrinha, estou indo. Até mais. — Ela diz, saindo e me deixando ali, ainda sem visão. Abro e fecho os olhos várias vezes, tentando recuperar a visão, mas nada. Tento me levantar, mas minhas pernas não respondem.

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