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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 110

Mensagem Eduardo x Renata

— O que você fez com a Elisângela, sua m*****a?

— Eu? Eu não fiz nada com ninguém. Será que ela já te deu um pé na bunda para você estar tão preocupado? Saiba que não terá escapatória, não é mesmo? Para o seu alívio, ainda não abri a boca, mas estou pensando seriamente em fazer isso. Tanto você quanto a Madrinha vão sair queimados dessa roda de fogo.

— O que você quer?

— Quero que convença a Elisângela de que é melhor me ajudar. Estar ao meu lado é mais benéfico, e ela sabe disso. Só precisa ser lembrada de forma mais convincente. E lembre-se: a partir do momento que ela souber da Melissa, você levará aquele pé na bunda. Esteja ao meu lado e sairá no lucro.

— Vai para o inferno!

Envio a mensagem sem paciência. Nunca passei por problemas assim, e é quase tentador pensar em deixar tudo de lado e voltar para a minha vida desapegada, antes de levar um pé na bunda daqueles. Mas não estou disposto a desistir assim. Se Elisângela não me quiser em sua vida, ela que decida isso.

Após alguns breves momentos, o médico entrou para avaliar a paciente. Disse que Elisângela não pode sofrer estresse, já que está passando por um tratamento rigoroso. Comentou, inclusive, que marcará a cirurgia o mais rápido possível, já que sua imunidade está muito baixa. Pela primeira vez na vida, senti medo de perder alguém que não fosse minha mãe ou meu irmão. Ela está pálida. Segundo o médico, isso se deve à pressão baixa.

Depois que o médico saiu, fui tomar água. Minha boca estava amarga, e percebi que ainda não tinha me alimentado — o máximo que comi foram algumas bolachas. Quando voltei, vi que Elisângela começava a acordar após algumas boas horas dormindo. Me aproximei e vi sua mão se movendo em direção ao rosto. Os acessos estavam em suas veias.

— Oi, está bem? — Pergunto, e ela me olha confusa. Pisca os olhos com força, me observa novamente e reconhece minha voz.

— Eduardo! O que faz aqui?

— Estou ao seu lado. Sou seu anjo da guarda. — Ela deu um breve sorriso. — Você me deixou preocupado. Não faça mais isso.

— Minha vida tem sido um tormento com a Renata me estressando diariamente. Mas prefiro que ela atormente só a mim do que ao meu filho. Assim, me sinto menos culpada.

— Eu mato aquela desgraçada. — Respondo, irritado. Ela me olha surpresa e fecha o semblante.

— O que é isso? Não fale assim. Parece até o Henry falando.

— Só quero te livrar desse mal. Essa mulher está passando de todos os limites.

— É inútil. Pelo menos ela disse que o deixará em paz.

— O que aconteceu?

— Veio choramingar. Não aceita que meu filho tenha voltado para a esposa. O de sempre.

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