Eu observava sem entender nada, enquanto Ricardo simplesmente mergulhou, sumindo da minha visão. Então senti suas mãos pegarem em minhas pernas e subirem pelo meu corpo. Ai, ele quer me infartar, só pode.
Ricardo emergiu, abriu os olhos e puxou meu corpo, fazendo-o colidir contra o dele. Sem aviso, ele se aproximou e foi até meu pescoço, mordendo e chupando minha pele. Eu fiquei atônita, sentindo o volume em sua barriga. Que merda é essa? Ele quer que eu perca o controle aqui mesmo, só pode. Mas ele não parou. Continuou beijando meu pescoço e descendo até meu colo, me guiando até a borda da piscina.
Caramba, nunca ninguém me deixou sem jeito assim. Sua língua era perfeita, e sua boca chupava minha pele de um jeito que fazia meu coração disparar. Ele subiu pelo meu pescoço até o canto da minha boca, onde mordeu delicadamente meu lábio. Fechei os olhos, esperando por mais, mas não aconteceu. Ele simplesmente ficou ali, olhando minha reação.
— Não vai continuar? — Perguntei, eufórica, querendo mais.
— Você quer que eu continue? — Ele perguntou, com um olhar sedento. Ricardo me enchia de desejo com aqueles olhos famintos.
— E como eu quero, mas é perigoso demais… — Olhei para os lados, certificando-me de que ninguém estava nos observando. — Estou a ponto de levar minha mão onde não se deve. — Sorri maliciosa.
— Só você acha que não deve. Eu, pelo contrário, penso que deve sim. — Ele falou ao pé do meu ouvido, mordendo o lóbulo da minha orelha.
— Ricardo, não brinca. Meu Deus, eu sou louca.
— Agora está com medo? Te falei que faria você sentir medo.
— Safado! Como pode fazer isso para me deixar com medo?
— Também sei brincar como gente grande. Se quiser, te levo para minha casa e termino o serviço. — Ele sussurrou em meu ouvido, me deixando sem jeito. Sorri e olhei nos seus olhos. Ele tinha um sorriso cafajeste e absolutamente nada intimidado.
— Será que dá conta do recado? — Perguntei, provocando.
— Posso tentar, mas não garanto. Nunca vi uma mulher com tanta personalidade e tão fogosa como você.
— Sou fogosa?
— Muito, você não faz ideia. — Sorri, envolvendo meus braços em seu pescoço. Me aproximei, mas percebi Henry vindo apressado em nossa direção.
— Ricardo, Bárbara, recebi várias ligações. — Henry me olhou, apavorado. — A mãe passou mal, está no hospital. Estou indo agora. — Ele falou, nos tirando completamente do clima.
— O que aconteceu? — Perguntei, me afastando de Ricardo e indo para a borda da piscina.
— Não sei. Só sei que o Tauros está ligando há horas. Hoje nem vi o celular, e agora que vi está cheio de ligações.
— Vou com você.
— Também vou, irmão. Vamos todos. — Ricardo falou, saindo da piscina. Fui até ele e simplesmente o abracei. Ele tem sido minha base de segurança. Ricardo retribuiu o abraço e deu um beijo em minha testa.
— Vai ficar tudo bem, vamos?

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