— O QUE ESTÁ ACONTECENDO AQUI? — Foi isso que meu irmão gritou antes de partir para cima do Eduardo, que se virou para nós assustado. Pelo jeito, ele não imaginava que estaríamos ali. Fiquei perdida em meus pensamentos loucos enquanto Henry agarrava a gola da camisa de Eduardo e lhe acertava um soco, seguido de outro.
Minha mãe gritou, e Ricardo passou por mim como um furacão, tentando tirar Henry de cima do seu irmão. Meu Deus, fiquei paralisada. Meu cérebro congelou, e eu não sabia o que fazer ou o que estava acontecendo naquele quarto de hospital. Eduardo, por sua vez, não se defendeu em nenhum momento. Nem mesmo levantou a mão contra Henry, o que certamente vai sair caro para ele.
— Pare, meu filho, pelo amor de Deus, pare! — Minha mãe implorava enquanto Henry não soltava Eduardo de jeito nenhum.
O jeito foi tentar ajudar Eduardo a sair dali. Sei que meu irmão jamais encostaria um dedo em mim, mas, na fúria em que estava, percebi que ele estava cego de raiva.
— Safado, pilantra! Como se atreve a tocar na minha mãe? — Henry gritava, socando Eduardo com força.
Entrei na frente, instintivamente protegendo o rosto ao ver sua mão vindo em minha direção. Ouvi Ricardo gritar meu nome, fechei os olhos e, por Deus, ele não me acertou. Mas foi por pouco. Ricardo conseguiu segurá-lo a tempo.
— Para, Henry! Estamos em um hospital! — Esbravejei, segurando seu rosto com as mãos. Minha intenção era trazê-lo de volta à razão e afastá-lo daquela raiva toda.
— Tira as mãos de mim! — Ele se soltou bruscamente. Seus olhos vermelhos mostravam o tamanho de sua fúria.
Ele olhou para Ricardo com uma expressão cheia de acusações.
— Você já sabia disso, Ricardo?
— Ninguém sabia de nada, meu filho! Por favor, pare! — Minha mãe interveio, tentando acalmar Henry.
— Cara, calma. Para com isso, olha a situação da sua mãe. — Ricardo pediu, e Henry finalmente olhou para minha mãe, que também tinha os olhos muito vermelhos.
— Filho, me ouve. Por favor, meu filho, me ouve. — A voz dela estava trêmula. Ela juntou as mãos em súplica enquanto Henry, vermelho como um pimentão, transbordava de raiva com aquela cena. Eu estava pasma. Sim, admito, jamais esperaria presenciar algo assim. Ainda não sei o que está acontecendo, mas Henry é muito explosivo e, claramente, já tirou suas conclusões.

Comentários
Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO