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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 116

Melissa

Henry está totalmente estranho. Mal falou sobre o estado da mãe, e até penso que eles possam ter se desentendido. Mas como e por quê? O que aconteceu? Isso não sai da minha cabeça. Espero, de coração, que não tenha nada a ver comigo. Tenho a leve impressão de que tudo o que acontece entre os dois tem alguma coisa que me implica, e eu não quero ser motivo de discórdia entre eles. Ainda mais sabendo que ela está no hospital... Eu não me sentiria nada bem diante disso.

Me dá nos nervos quando ele não me explica o que está acontecendo. Não é simples curiosidade da minha parte, mas irritação. Ele já teve essa mesma atitude antes, e sabe que eu odeio isso. Sinceramente, se o Henry de antes voltar, não sei o que farei. Só sei que não vou passar por tudo aquilo novamente. Ele não voltou a agir como antes, mas essa atitude é antiga, mesmo que ele ainda esteja sendo carinhoso.

Estou disposta a deixá-lo descansar e, quem sabe depois, ele se abra para conversar. Não sou de ficar no pé de ninguém, muito menos de insistir. Não gosto disso. Mas essa dúvida cria um vácuo em minha mente. Me deixa ansiosa, cheia de perguntas, e me faz pensar em tudo um pouco. O que mais martela é que ele pode ter discutido com a mãe.

Cozinhava enquanto enviava algumas mensagens para a Bárbara. O jeito foi perguntar a ela o que tinha acontecido. Pelo que sei, se for mesmo uma discussão por minha causa, o Henry não vai contar. Ele nunca fala nada quando acha que pode criar um clima estranho entre nós.

Meu celular apitou. Fui verificar, pensando que fosse a resposta da Bárbara, mas era um número estranho. Mais um, para variar. Era só o que me faltava. Toda vez que recebo mensagens de números desconhecidos, é a Renata. O que essa mulher quer dessa vez? Ela não se cansa?

Mensagem:

"Oi, boa noite. Como está o nosso amor? Acho que ele já deve estar melhor após você fazer ele parar em um hospital, não é mesmo?

Penso que você já passou tempo demais com ele, não acha? Agora é a minha vez de aproveitar. Vamos resolver nossos assuntos pendentes, o que acha? Não seja a boba medrosa de sempre. Sabe que eu sempre consigo o que quero, e ele vai voltar para mim, querendo ou não. Então, coopere, querida.

Te espero amanhã em minha casa, tá bom? Venha sozinha e vamos resolver as nossas diferenças pelo bem do nosso homem."

Meu coração acelerou. Não acredito que essa mulher voltou com isso.

Merdaaaa! Quem essa mulher pensa que é? Nosso homem? Era só o que me faltava. Minha vontade é de estapear a cara dela sem dó. Por mais que eu odeie violência, a Renata me faz querer ser o que não sou e o que nunca fui. Nunca vi mulher tão abusada quanto ela. Até me arrependo de não ter dado na cara dela quando tive oportunidade.

Tentei me manter calma. Apaguei a mensagem e bloqueei mais um número dessa narcisista. A única coisa que realmente me incomoda nisso tudo é perceber que ela está disposta a perturbar. Isso me irrita, me tira completamente do sério. Como uma mulher pode descer tão baixo assim só para infernizar os outros e tentar conseguir o que quer?

Nunca passei por isso na minha vida. E, por mais que eu saiba que é por causa do Henry, por ele estar perto de nós, não quero afastá-lo. Ele está mudando, e eu tenho percebido isso de perto. Ainda há algumas coisas a serem acertadas, mas ninguém muda do dia para a noite. Seria até arriscado ele demonstrar uma mudança radical e, depois, voltar a ser o que era antes.

A Mia acordou, e eu dei o jantar dela. Fiquei brincando com ela quando percebi que a Bárbara havia respondido minhas mensagens.

Mensagem App

— Oi, amiga, preciso da sua ajuda. Eu iria até sua casa, mas o Ricardo me convenceu de que era melhor deixar o Henry pensar. — Ela me envia, e eu só penso: o que é que aconteceu? Não só pensei como enviei para ela.

— Amiga, o que aconteceu? Estou preocupada, por favor, me fala.

— Ele não te contou?

— Não, não falou nada, mas percebi o quanto ele estava estranho, distante. Não quis nem falar sobre sua mãe, parecia evitar. Eles discutiram? Amiga, ele brigou com sua mãe por minha causa novamente? — Pergunto com certo receio.

Me sinto mal por saber que sou a causa da turbulência entre mãe e filho. Isso é cruel demais. Sempre fui muito grudada na minha mãe, e a imagem que ela me passou é que mãe é sagrado. É quem te colocou no mundo e te criou com amor — o mesmo amor com que crio a minha pequena. Sempre pedia conselhos a ela sobre como lidar com a Elisângela, e ela sempre me dizia para respeitá-la e evitar conflitos. Foi o que mais fiz durante todo esse tempo, para não provocar discórdia. Mesmo não estando mais aqui fisicamente, minha mãe sabe de tudo que acontece. Conversamos diariamente, e não perco essa conexão com ela por nada nesta vida.

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