Elisângela
No dia anterior...
Após a saída da minha filha do hospital, eu e Eduardo conversamos muito sobre tudo o que pretendemos para o futuro. Enfim, chegamos à conclusão de que só daremos continuidade ao nosso relacionamento se Henry estiver de acordo. Não dá, não suportaria ficar ainda mais distante do meu filho, e Eduardo me compreendeu. Sinto um vazio enorme no peito ao tomar essa decisão, mas acredito que será a escolha mais prudente.
Eduardo se dispôs a permanecer por perto, pelo menos como amigo e fiel companheiro, mesmo que não fiquemos juntos.
Deixei Eduardo à vontade para ir embora e aproveitei para deixá-lo livre para fazer o que quisesse com sua vida. Afinal, ele não é obrigado a passar a noite toda em um hospital. Sei como isso pode ser desconfortável. Mas, surpreendentemente, ele decidiu ficar. Passou a noite inteira ao meu lado, segurando minha mão e ouvindo minhas lamúrias. Foi uma noite difícil, marcada pela insônia. Não consegui pregar os olhos, pois só conseguia pensar no que meu filho estaria pensando de mim.
Eduardo foi um verdadeiro companheiro, esteve ali me amparando. Penso que, se ele não estivesse comigo, já teria enlouquecido, tamanha era a angústia em meus pensamentos. Ele fez de tudo para me tirar daquele estado, tentando me distrair com planos para o futuro. Durante a conversa, pediu minha opinião sobre voltar ou não à faculdade. É claro que o incentivei, pois acredito que nunca é tarde para estudar.
Enquanto conversávamos, compartilhei com ele um sonho antigo que quase ninguém sabe: sempre quis cursar psicologia. Esse sonho me acompanhou por anos, mas, com o tempo, fui deixando-o de lado, enterrado pelas responsabilidades da vida. Mais uma vez, Eduardo me surpreendeu com uma proposta. Ele sugeriu que fizéssemos um acordo: ele faria engenharia, se eu aceitasse cursar psicologia.
Tentei argumentar sobre minha idade, dizendo que talvez fosse tarde demais para voltar à faculdade. Mas Eduardo, com seu jeito persuasivo, me mostrou que nunca é tarde para ir atrás dos nossos sonhos. Ele me convenceu, e firmamos uma aliança: ambos perseguiríamos nossos objetivos. Estou decidida a seguir adiante e a incentivá-lo a fazer o mesmo.
A noite foi longa, recheada de conversas. Em um momento, Eduardo me abriu os olhos sobre a esposa do meu filho. Ele afirmou com convicção que ela seria a ponte para fazer Henry se reaproximar de mim. Disse que ela é uma moça do bem, amorosa, e que Henry provavelmente me aceitaria melhor se eu acolhesse a esposa dele, já que ele a ama profundamente.

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO