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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 120

Sentir aquele abraço em família mexeu profundamente comigo, com meu coração. Jamais imaginei que pudesse sentir o que estou sentindo agora, até porque era hipócrita demais para admitir meus erros.

Enquanto ainda estávamos abraçados, Ricardo entrou pela porta da casa.

— Bom dia. Perdoem a invasão, preciso falar com vocês. — Ele disse, e todos nós nos alertamos. Henry o olhou, se aproximou dele e abriu os braços.

— Desculpa por ontem, irmão, de verdade. Eu não deveria nem ao menos ter pensado que você poderia esconder algo de mim. — Ricardo sorriu e foi ao encontro do abraço do meu filho.

Penso que meus filhos estão cercados de pessoas amorosas e sábias, muito mais sábias do que eu fui como mãe deles. Eles são unidos, mais do que eu poderia imaginar. Têm amizades que são para a vida toda, e isso é uma das melhores coisas que alguém pode ter: ser rodeado de bons e fiéis amigos. Bárbara e Melissa sorriram enquanto observavam a cena, e eu continuei abraçando os ombros da minha nora. Quero muito que ela se sinta à vontade perto de mim. Já criei uma tremenda barreira entre nós e agora só quero derrubá-la para poder viver ao lado dos meus filhos e, agora, também com meu namorado.

— Está tudo bem, mano. Você sabe que é meu irmão do coração. Afinal, irmãos também se desentendem. — Ricardo disse, dando t***s nas costas do meu filho.

— Sente-se, Ricardo. Fique à vontade, por favor. — Minha nora falou, nos fazendo voltar a sentar. — Vou buscar o bolo e o café para servir. — Ela disse, mas minha filha a segurou, abraçando seus ombros.

— Mãeee, agora posso te contar! A Mel fez um bolo especialmente para a senhora. Era para eu levar para o hospital se a senhora não fosse tão apressada, mas minha missão era não revelar as mãozinhas de fada que fizeram. — Bárbara revelou, abraçando Melissa e entregando os planos que elas tinham.

— Verdade? Será que vocês sabem o meu sabor preferido de bolo? — Perguntei, tentando provocar um pouco de dúvida.

— LARANJA! — Arregalei os olhos e sorri. Ricardo, Henry, Melissa e Bárbara responderam juntos, me surpreendendo. Nunca imaginei que eles soubessem disso. Afinal, nunca estive tão próxima deles. Sempre tive uma família unida e não sabia. Eu me iludia e acabava me distanciando da vida deles.

Tomamos um café maravilhoso, realmente divino. Pelo jeito, todos viraram fãs da minha nora. No entanto, percebi que Ricardo estava ansioso.

— Desculpa vir trazer más notícias. A senhora já deve saber o motivo da minha visita, dona Elisângela. O Edu me contou sobre os planos da Renata. — Ricardo falou, me deixando preocupada com o que ele poderia dizer ao meu filho. Penso que não será bom revelar todas as ameaças da Renata, mas sei que é necessário alertá-lo.

— Sim, conversamos sobre isso. Meu filho, O cuidado terá que ser redobrado. A Renata está brincando demais com a vida das pessoas, e isso inclui a nossa.

— Peraí, o que o Edu tem a ver com a Renata? — Henry perguntou, confuso.

— Irmão, a Renata está tentando conquistar aliados contra você e contra a Melissa. Ela está disposta a tudo para conseguir o que quer e, pelo que percebo, é capaz de qualquer coisa para separar vocês. — Ricardo disse, para o desespero do meu filho.

— O que eu fiz para merecer isso? — Henry passou as mãos pelos cabelos, visivelmente aflito. Penso que a culpa de tudo isso é minha. Se eu não tivesse incentivado tanto a Renata, ela não estaria causando tanto mal na vida do meu filho.

Melissa e Bárbara voltaram, servindo mais bolo e café — meu bolo preferido, de laranja. Ainda estou impressionada com essa gentileza da Melissa.

— Perdão, filho. Isso é culpa minha. — Peço, arrependida. — Fico pensando como seria se eu não tivesse agido tanto contra vocês a favor da Renata.

— Cada um faz suas escolhas, dona Elisângela, e a Renata fez a dela. — Melissa respondeu calmamente enquanto nos servia. — Quando alguém quer, ela vive e busca seu próprio caminho. Mas, quando não quer, escolhe infernizar. Sabemos que a Renata optou por isso. Não podemos deixar que pessoas assim prejudiquem nossas vidas, impondo-nos uma culpa que não é nossa. Se ela quisesse seguir outro rumo, já teria feito isso.

Meu filho olhava para a esposa com admiração, claramente encantado. Ele realmente ama essa mulher, e agora vejo que o sentimento é recíproco.

— Ela me enviou uma mensagem ontem, pedindo que eu fosse à casa dela hoje para resolvermos nossas diferenças. — Melissa disse, me deixando incrédula. Como pode ser tão ousada? Antes que eu pudesse argumentar, Henry tomou a frente.

— Nem pense nisso. Jamais te deixaria ir ao encontro daquela louca.

— Ela acha que sou mulher de rua que vai sair brigando com ela! — Melissa respondeu, reforçando minha certeza de que a Renata está disposta a seguir com seus planos.

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