Henry
O dia passou rápido. Parece que tudo flui melhor quando estou bem com a Melissa. Ela consegue me tirar das preocupações e dos problemas que carrego. O dia fica mais leve só de saber que sairei do trabalho e irei para casa encontrá-la, junto com a minha vidinha, minha princesa. Por alguns momentos, esqueço os problemas que me atormentam. E não posso negar: estou soltando fogos por estar em paz com minha mãe. Saber que poderei ir à casa dela, levando minha esposa e minha filha para aquele belo almoço de domingo, me enche de esperança. Na verdade, sinto falta do que nunca tive, já que nunca fizemos esse tipo de programa em família.
Hoje, na loja, tive uma surpresa. O Lennon apareceu no final do expediente para buscar a Cristal. Pelo visto, minha irmã bancou o cupido e deu certo. Não vou negar: por mais que eu saiba que minha esposa me ama, acho até melhor ele ter alguém na vida dele. Assim, ela pode dedicar toda a atenção para mim. Sou injusto, ciumento e nem tento negar — gosto da atenção dela toda para mim.
Entrei no carro e comecei a dirigir para casa. Foi então que recebi mensagens de números diferentes. Olhei, já sabendo que era da Renata.
Mensagem
Me atende ou vou perturbar sua segunda mulher.
Logo depois, o celular tocou. Olhei para a tela e fiquei alguns segundos pensando se deveria atender ou não. Mas acabei atendendo.
Ligação
— Oi, amor, está com saudades da minha voz? — Fiquei calado, esperando que ela fosse direto ao ponto. — Não adianta me evitar, meu amor. Sabe que não tem escapatória. Você é meu. Eu sou sua primeira mulher. — Respirei fundo.
— Me deixa em paz, Renata. Já basta! Dá pra entender que o que você está fazendo não faz o menor sentido? É dinheiro que você quer? Eu te dou. Quanto você quer para sumir da minha vida?
— Sabe, fiquei sabendo que sua esposa ganhou um presente maravilhoso, uma cesta… Sabe quem deu a el… — Antes que ela terminasse a frase, desliguei. Ela quer causar intriga, mas não vai conseguir. Não suporto esses joguinhos dela.
Cheguei em casa e fui recebido pelas mulheres da minha vida, lindas e cheirosas, à minha espera. Estou tentando falar com minha sogra, pois quero fazer uma surpresa para Melissa no dia do seu aniversário, que será na quinta-feira. Espero conseguir trazer minha sogra, mesmo com a data tão próxima. Minha linda esposa merece. Depois de tomar um banho e jantar, fomos para o quarto.
— Seu pai esteve aqui. Mal acreditou quando falei que você já está trabalhando.
— É necessário. Não fico tranquilo, parado, penso demais.
— Sei bem disso, amor. Também odeio pensar demais. Mas sabia que a Dora está como sua mãe? — Ela me olhou com aquele olhar sapeca, deixando-me confuso.
— Como assim? Não entendi.
— Está namorando. — Melissa sorriu, contente.
— Pelo visto, o amor está no ar. Acho que andamos influenciando todos à nossa volta. — Deitei por cima dela, sentindo o aroma dos seus cabelos.
— Nossa, estamos convencidos assim?
— Tá na cara que nosso amor é envolvente demais. — Sussurrei em seu ouvido. — Envolve até as pessoas ao nosso redor. Só você não percebe.
— Hum… Tá bom, entendi! Kkk. — Ela riu, sentindo cócegas com minhas mordidas em sua orelha.
— Será que o Ricardo e a Bárbara se entenderam?
— Não sei. Ontem estavam marcando balada, mas deu aquela confusão com a minha mãe no hospital. Devem ir hoje.
— E marcar balada é se entender?
— Na vida deles, acho que sim, amor. — Respondi, pegando a Mia, que precisava de um pouco de diversão antes de dormir.
Enquanto isso…
Ricardo

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Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO