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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 13

**Henry**

Fiquei surpreso ao ver Melissa tão linda e me perguntando como ela ainda consegue me surpreender. Me senti um bob0 ao observá-la, e tenho certeza de que ela percebeu. Sempre soube que ela era a mulher mais bonita que já tive, mas ainda assim sua beleza me pega de surpresa. O que me frustra é que não posso mais tocá-la como antes, sentir seu perfume, beijá-la quando chegava do trabalho… Caralh0, o que eu fiz!

Pedi para conversarmos, mesmo sabendo que era tarde demais, e ela percebeu que eu não queria que ela saísse. Reagiu mal, como era de se esperar. Não sei onde estava com a cabeça ao fazer esse pedido. No calor do momento, ao vê-la daquele jeito, linda, tudo o que eu queria era que ela ficasse. Mas é claro que ela não ia concordar. O jeito agora é me conformar.

Quando ela saiu do quarto, fiquei ali, remoendo a cena. Aquilo não era roupa para um jantar. Pela roupa, sei que não vão só sair com a Bárbara, vão para uma balada. A revolta bateu com força — eu sei que estou errado, mas me diz aí, quando fiz alguma coisa certa? Porr@ de vida!

Saí do quarto e desci as escadas com Mia no colo. No pé da escada, Melissa estava na cozinha, já com uma garrafa de cerveja na mão. Se está bebendo agora, imagina quando chegarem na balada. Respirei fundo, me sentindo frustrado, e saí com raiva.

Já na rua, enquanto arrumava Mia no bebê conforto, vi o vizinho saindo pelo portão, também arrumado. Para o meu desgosto, ele parece pronto para sair com elas. PQP, uma hora enlouqueço de vez. Não gosto desse cara; para mim, ele sempre esteve de olho na Melissa. Ele nunca me passou confiança, e sei que isso vem do ciúme que ainda sinto dela — mas não consigo evitar.

Hoje meus amigos me chamaram para uma balada, Ricardo, Eduardo e Marcelo, que são doidos por essa vida de curtição. Eu também era assim, antes de me apaixonar pela Melissa. Hoje, recusei. Não estou com cabeça para isso.

Estacionei em frente à casa do meu pai e peguei o celular. Vi algumas ligações da minha mãe. O que ela quer? Vi as mensagens também, pedindo para que eu levasse Mia para que ela pudesse vê-la, mas hoje já não dá, está tarde.

Minha mãe é apaixonada pela neta, mas não se dá bem com a Melissa. Na cabeça dela, a única mulher que ela aceitaria como minha esposa é a Renata. Esse é o motivo de eu ter que ficar levando Mia para que ela a veja, seria muito mais fácil se minha mãe deixasse de implicância com a Melissa. Mas parece que nada é tão fácil na minha vida, e tudo isso pesa na minha cabeça.

Tirei Mia do bebê conforto quando o celular voltou a tocar — era a Renata. Olhei para a tela e ignorei a ligação, colocando o celular no modo vibrar e guardando-o no bolso. Peguei Mia e bati na campainha da casa do meu pai, que logo veio nos atender.

— Henry! Que surpresa, filho, achei que não viesse hoje — disse ele, sorrindo e acenando para Mia. — Cadê a princesa do vovô? — Mia sorriu, e meu pai a pegou nos braços.

— Oi, pai, como o senhor está? Desculpa o horário, mas preciso conversar.

— Entre, filho, entre! Estou bem. E você? — Ele me olhou de maneira investigativa, como se já soubesse que algo não estava certo.

— Tô indo, pai. A Melissa disse que o senhor esteve lá em casa hoje. A Mara está aí?

— Já foi dormir. Mas você não atrapalha, pode ficar.

— Bom saber… Na verdade, queria mesmo conversar. Depois da visita, a Bárbara passou aqui pra matar a saudade desse velho também. Hoje foi dia de surpresas — ele disse enquanto caminhávamos para dentro. — Minha bonequinha, tão linda… — Falava para a Mia enquanto a beijava. — E você, filho? Está mesmo bem?

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