Ricardo
A Bárbara me faz agir como um louco perto dela. Caralh0, nunca na vida imaginei que faria o que fiz hoje. Sempre fui um amante de mulheres e, claro, do sex0. Mas sempre levei tudo para um lugar reservado. Nem quando era mais jovem cometi a loucura de fazer algo assim em um estacionamento. Mas tá aí… é muito mais emocionante. Nunca senti tanto tesão como senti com ela naquele momento. E, se por acaso alguém passou e nos viu, eu nem percebi, tamanha era a euforia do que estávamos fazendo. Depois de velho, estou me dando ao luxo de ser louco e irresponsável. Nesse caso, antes tarde do que nunca.
— Você vai acabar me enlouquecendo. — Falei, ainda deitado sobre o corpo dela. Bárbara estava sobre o capô do carro.
— Na boa, você é gostoso demais. Agora entendo por que essas mulheres são loucas por você. — Ela disse, me fazendo rir. Será que isso foi um elogio ou um teste de ciúmes?
— Sentiu minha falta?
— E você, sentiu a minha? — Ela devolveu a pergunta sem me responder. Sempre vejo a Bárbara na defensiva. Percebo que ela tem mais medo de se envolver do que eu.
— Perguntei primeiro. Assim não vale.
— Senti sua falta, sim. Mas, do seu amiguinho, senti ainda mais.
— Para a sua informação, ele faz parte de mim. Mas, se quiser, conheço uns lugares que vendem parecidos. Só que sabe que não é a mesma coisa.
— Kkk, senti muita falta sua. Na boa, pare com essas viagens.
— Quem sabe quando você admitir que sente falta de mim e não só do que te dá prazer.
— Você ganhou. — Ela ergueu as mãos em rendição. — Senti falta de você inteirinho, da cabeça aos pés. — Ela fitou meus olhos. Os olhos dela são marcantes… inesquecíveis.
— Para o seu desgosto, essa foi só a primeira. Semana que vem já tenho outra, e penso que será um pouco mais longa. — Abaixo o vestido dela delicadamente enquanto me levanto.
— Isso é sério? Olha, tu vai perder bons-dias. — Ela fala, e eu sorrio, achando graça. Ela admite, mesmo sem querer, que estamos tendo um relacionamento diferente. Não é só pegação, como achei que seria. E, na boa, mesmo que fosse, não estaria perdendo nada. Gosto da companhia dela, por mais que esteja ansioso por algo a mais.
— Se você for comigo, não vou perder nada. Nem você. O que acha? — Pergunto, e ela me olha surpresa.
— Para onde você vai? — Ela pergunta enquanto arruma sua roupa. Nós nos vestimos, conversando assim, tranquilamente.
— Interior do Paraná. Vou visitar minha mãe. Faz tempo que não a vejo. Vou pedir à sua mãe alguns dias para isso. — Ela sorri e envolve os braços em meu pescoço.

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