Ao chegarmos, tomamos banho juntos, trocando carícias e beijos. Beijos lentos, cheios de desejo.
Ela saiu do banho antes de mim e foi procurar uma camisa minha para vestir. Quando saí, encontrei-a deitada na cama. Nada melhor do que ver que minha camisa não tampou tudo. Mas ela parecia pensativa. Me troquei e deitei ao seu lado, puxando-a para descansar em meu braço.
— Estou atrapalhando sua vida? — Ela perguntou, me deixando confuso.
— Como assim? Não entendi. Por que estaria? — Perguntei, intrigado.
— Eu vi no seu armário. — Seus dedos acariciavam meu peito, enquanto eu ainda tentava entender sobre o que ela falava.
— Viu o quê? — Perguntei, ainda sem entender. Ela se levantou, foi até meu armário e pegou a caixinha que continha um par de alianças. Meu coração apertou. Eram as alianças que eu estava morrendo de medo de entregar a ela.
— Sobre isso que estou falando. — Ela abriu a caixinha, e eu neguei com a cabeça. A Bárbara é uma das poucas mulheres que consegue me deixar sem jeito. — Está de compromisso com alguém?
— Não, não estou. Você não devia ter visto. Estragou a surpresa. — Sentei-me na cama, nervoso.
— Nossa, que grosso. — Ela sorriu, achando graça. — Gostei desse seu jeito rude. Pode ser assim de vez em quando.
— Isso é um sim? — Perguntei, sem formalizar o pedido.
— Sim, de quê?
— Sobre o meu pedido.
— Que pedido?
— As alianças na sua mão. São para você. — Levantei-me, fui até ela e peguei a aliança correspondente. Segurei sua mão com cuidado. — Aceita ser minha namorada? — Ela sorriu, negou com a cabeça, e eu não sabia se aquilo era um sim ou um não.

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