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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 17

Melissa

Ainda estávamos na balada, bebendo, dançando muito, curtindo e conversando. Eu e Lennon relembrávamos muitos episódios do nosso namoro, que terminou como um fracasso total. Foram quatro anos juntos, mas no último ano passávamos meses sem nos ver. Hoje vejo muita maturidade em nós, e é até bom relembrar e achar graça disso tudo, já que, quando nos separamos, não havia mais sentimentos envolvidos. Ficaram apenas boas lembranças. Espero que um dia eu e Henry possamos esquecer o que passou e nos darmos bem assim também, mas eu e Lennon demoramos três anos para nos reencontrar.

Bárbara está nos "shipando" e já cansei de falar que não tem nada a ver, mas ela insiste que eu deveria ser igual a ela: beijar e depois seguir em frente. Ela coloca muita fé em mim, mas sou uma romântica fanática a ponto de ser meio boba. Já Bárbara, que não é boba, estava arrancando uns beijos de um gatinho que eu não conheço, mas logo o dispensou. Não estranhe, ela é assim mesmo e sempre foi.

— Até agora nada, amiga! Deixa de ser lerda. — Ela sorriu, já impaciente.

— Bárbara, você tem que entender que sou do tipo que só consegue se envolver se houver sentimento.

— Mas tem sentimento, amizade não é sentimento? Beija esse cara aí, quem sabe vocês não recuperam boas memórias e saem daqui juntinhos.

— Aff, você e suas loucuras, Bárbara.

— Você está animada, amiga, tô vendo isso. Nem percebeu que já são três da manhã.

— O álcool ajuda muito, você sabe. — Como diz Bárbara, minha animação estava evidente. Já eram 3h30 da manhã, e ainda estávamos conversando e curtindo, mas já era hora de ir embora.

Edu e Marcelo se aproximaram enquanto ainda conversávamos, e Lennon voltou com mais bebida.

— Meninas, vamos? Deixamos vocês em casa — Marcelo, gentil, nos ofereceu carona. Bárbara sorriu de um jeito todo glorioso, mas eu não tinha entendido o motivo.

— Vim de carro, querido, mas Melissa vai com Lennon — disse ela, me fazendo olhá-la surpresa. Lennon sorriu, se divertindo com a situação, já percebendo que Bárbara queria que rolasse algo.

— O quê? Vai mesmo me deixar para trás? Que tipo de amiga você é? — resmunguei.

— Eu te deixo em casa, Melissa, não se preocupe — disse Edu, tocando minha mão.

— Não, não, o Lennon vai levá-la, Edu — Bárbara falou firme.

— Bárbara, para com isso, amiga. E você já bebeu demais, vamos as duas de táxi.

— Que táxi, o quê? Olha quantos amigos para nos levar embora.

— Deixa de ser abusada, Bárbara — sorri, vendo ela empurrar Edu e Marcelo para longe. Eles conversavam, e eu já tinha uma ideia do que era. Sorri observando ela gesticular para eles; Edu negava com a cabeça. Senti minha mão ser tocada e olhei para Lennon.

— Eu te levo em casa, Lissa. Foi bom te rever; não quero te perder de vista de novo. — Engoli em seco enquanto ele acariciava minha mão. Ouvir o apelido que ele sempre me chamou ligou um alerta na minha mente: “Lissa.”

— Não precisa, Lennon, de verdade. Bárbara está dando chilique com segundas intenções — tentei ser séria, mas a mão dele veio até o meu rosto e ele acariciou.

— Já percebi e adorei essas intenções dela — ele sorriu, e eu neguei com a cabeça.

— Não, não, pare com isso. Você também não.

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