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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 55

As horas passaram lentamente, a ansiedade corroendo cada fibra do meu corpo. Já era bem tarde quando finalmente conseguimos que um médico viesse nos dar notícias. Isso só aconteceu porque Elisângela, já sem paciência, ligou para o diretor do hospital. Ela tem seus meios e, com sua influência, conseguiu mexer os pauzinhos para agilizar uma resposta.

Fiquei à distância, sem coragem de me aproximar enquanto os médicos conversavam com Elisângela. Ricardo estava ao lado dela e, ao terminar a conversa, veio até mim com as informações que eu tanto precisava ouvir.

— Tem notícias? Me fala que ele está bem! — Levantei-me de imediato, as palavras escapando da minha boca quase sem controle.

— Ele está sim, Melissa. Está no quarto agora. Foi diagnosticado com uma pneumonia avançada. Aquela chuva e a tosse já apontavam para isso. Além disso, teve um pico alto de estresse. Eles administraram a medicação, e ele está dormindo. — Ricardo respondeu, tentando manter a calma para me tranquilizar.

— Onde ele está? Quero vê-lo. — Perguntei apressada, ansiosa para saber exatamente como ele estava.

— Ele foi encaminhado para o quarto. Fizeram vários exames para confirmar o diagnóstico. — Antes que eu pudesse dizer algo, percebi Elisângela se aproximando lentamente. Sua expressão estava carregada, e o olhar fixo em mim era frio como gelo.

— Não preciso nem dizer quem é a culpada por tudo isso. Agora que já sabe do estrago, pode ir embora, porque do meu filho cuido eu. — Disse ela, com um tom cortante.

— A senhora não venha me perturbar. — Retruquei, mantendo a firmeza na voz. Bárbara tentou intervir, colocando-se entre nós.

— Mãe, pare! Ela socorreu o seu filho. Em vez de pedras, deveria estar trazendo agradecimentos. — Bárbara falou, tentando amenizar a situação.

— Pode ir embora. Daqui, ele vai para minha casa. — Elisângela me deu as costas, sem sequer ouvir Bárbara.

— Não saio daqui antes de vê-lo. E quero ver quem vai me tirar daqui. — Respondi, cruzando os braços. Surpresa, ela se virou novamente para mim.

— Você não acha que já causou muito mal ao meu filho? Não se cansa? — Disse ela, com o tom de quem tentava me culpar por tudo.

— Mal? Quem causou mal até hoje foi a senhora, que empurrou a louca da Renata para cima do seu filho como se ele fosse obrigado a viver sob o seu comando. Esse pico de estresse que ele teve, sabe de onde veio? Acha que foi por minha causa? — Perguntei, sentindo o calor do meu próprio desabafo.

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