Entrar Via

Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 54

Desci para falar com Ricardo, mas no caminho percebi que havia perdido meu celular pela casa. Acabei deixando isso de lado ao avistá-lo. Ele estava parado, de braços abertos, com uma expressão de preocupação evidente.

— Irmão, o que aconteceu? Porra, fiquei preocupado. — Ele disparou assim que me aproximei. Imaginei que estivesse falando da confusão causada pela Renata na loja. Cumprimentei-o rapidamente, e nos sentamos.

— Que vergonha do caralh0, irmão. Aquela mulher é louca. Não sei mais o que fazer para pará-la. — Respondi, coçando a cabeça. A dor esquisita que vinha sentindo tornava tudo ainda mais irritante.

— Ela nunca foi assim, ou já foi e eu não sabia? Não entendi. A louca partiu para a agressão assim, do nada? — Ele perguntou, incrédulo.

— Nunca foi assim. Está descontando toda a raiva em quem está ao meu redor. Se fosse só em mim, até dava para lidar, mas ela insiste em atingir quem não tem nada a ver com o que aconteceu entre nós. — Reclamei, odiando me sentir tão impotente. — Conseguiu reforçar a segurança da loja?

— Ainda não. Só amanhã. Mas amanhã já é quinta. Como fazemos?

— Acho que teremos que colocar alguém provisório para barrar a entrada dela. Não posso aparecer lá. Onde estou, ela faz algum escândalo. — Respondi, tentando pensar em soluções.

— Conseguiu seguranças para a casa? — Ele perguntou, e assenti.

— Sim, é minha prioridade. Já providenciei. Não só aqui, mas também para acompanhar a Melissa até Angra. Não vou descuidar de jeito nenhum.

— E para você? — Ricardo perguntou, e dei de ombros.

— Eu? Eu me viro, irmão. Não tenho frescura. Se ela quiser atacar alguém, que seja a mim, e não à Mia ou à Melissa. A Bárbara e minha mãe estão seguras; naquela casa, segurança é o que não falta. Estou cansado, sabe? Já te falei do porteiro. O cara nem foi trabalhar hoje, e agora o síndico quer falar comigo. — Comentei, exasperado. Ricardo balançou a cabeça, negando.

— É isso que ela quer, Henry. Te encrencar com todo mundo, isolar você, para que, no final, você só tenha ela para recorrer. Quando se cansar, vai acabar cedendo, e é isso que ela quer. — Ele falou, analisando a situação.

— Acho que você tem razão. Parece exatamente isso. — Respondi, pensativo e preocupado. Foi quando avistei Melissa e Mia no topo da escada. Melissa parecia distraída, mas começou a descer, carregando nossa pequena. Sorrir ao vê-las foi inevitável. Elas eram meu raio de luz no meio desse caos.

— Que bebê mais linda! — Ricardo comentou, brincando com Mia, que riu daquele jeito gostoso que só ela tinha.

— Perfeita, minha pequena. — Respondi, orgulhoso.

— Oi, Ricardo. Como está? — Melissa perguntou, sempre simpática.

— Bem. E, pelo visto, vocês também estão muito bem. — Ele respondeu com um tom de brincadeira que me fez sorrir para ela.

— Estamos, sim. Fiz ela me aturar. — Respondi, me aproximando de Melissa, que parecia um pouco distante. — O que você tem? — Perguntei, percebendo algo no seu olhar. Mas ela balançou a cabeça, negando.

— Nada. Ricardo, vou preparar o jantar. Fica e jante conosco? — Ela perguntou, mantendo sua simpatia habitual.

— Nossa, Melissa, tocou no meu ponto fraco. — Ele respondeu, rindo, e ela sorriu.

— Fiquem à vontade. Henry, pode segurar a Mia até a Dora voltar? Ela foi ao mercado, já que eu não pude ir. — Disse, com um tom que carregava uma indireta clara. Fingi que não notei.

Mesmo assim, o peso da preocupação voltou com força. Meu receio de que Renata tentasse algo contra Melissa ou Mia me consumia. Melissa aguentava muita coisa, mas sabia que isso seria um limite intransponível para ela… e para mim também.

— Claro, vem com o papai, pequena. — Falei enquanto pegava Mia nos braços. Melissa sorriu e, de repente, pegou minha mão de um jeito carinhoso, acariciando-a. Fiquei intrigado com o gesto, me perguntando se ela tinha ouvido algo da conversa com o Ricardo. Sem dizer mais nada, ela caminhou em direção à cozinha.

— Se precisar de ajuda, pode me chamar. — Acrescentei, mas ela apenas acenou com a cabeça.

— Claro. — Respondeu, antes de desaparecer pela porta.

Ricardo, que observava tudo, não demorou a soltar um comentário.

— Vocês estão bem, hein, irmão? Pelo jeito, as coisas estão andando. Mas deixa eu te perguntar: pretende reatar? — Ele foi direto.

Suspirei antes de responder.

— Era tudo que eu queria. Mas estou cheio de receios. Tenho medo de machucá-la de novo, principalmente com essa loucura da Renata. Melissa não merece isso. Renata está me perseguindo, e parece que não vai parar. Não sei mais o que fazer, nem o que pensar. Quando estou aqui, com elas, vejo tudo com mais clareza. Mas, ao mesmo tempo, fico ainda mais preocupado. Tenho medo de Renata conseguir atingir Melissa ou Mia.

— Seria demais para ela, né, irmão? Já basta tudo que essa mulher aprontou até hoje. — Ricardo respondeu, solidário.

— Seria o meu fim. Não consigo nem pensar nisso sem me condenar. Renata está conseguindo me deixar paranoico. — Admiti, sentindo o peso de cada palavra.

Ricardo se inclinou para frente, falando baixo.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO