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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 58

Melissa

A caminho do quarto do Henry, senti minhas mãos gelarem, como se tivessem virado picolés. O nervosismo tomou conta de mim, e acredito que era por saber que Elisângela estava lá dentro. Não queria criar nenhum ambiente ruim, muito menos pesado. Ainda assim, decidi que não deixaria a presença dela me impedir de vê-lo, principalmente sabendo que ele pediu por mim.

Quando cheguei à porta, encontrei três seguranças da Elisângela. Precisei me identificar, já que nenhum deles me conhecia. Isso era ridículo, considerando que já havia feito isso na portaria do hospital. Um dos seguranças entrou para pedir permissão para minha entrada, e eu mal conseguia esconder meu incômodo. Foi então que ouvi a voz firme de Henry.

— Deixe ela entrar. Saiam da frente. — O tom dele ecoou pelo corredor, e meu coração deu um salto de alívio e felicidade. Os seguranças imediatamente abriram passagem, e entrei devagar. Assim que o vi, me aproximei rapidamente e o abracei. Era um abraço apertado, aconchegante, que me deu a confiança de que ele estava ali, que estava bem.

Respirei fundo, sentindo sua respiração ofegante contra mim. Notei que ele ainda não estava completamente normal. Soltei o abraço e segurei seu rosto entre minhas mãos.

— Graças a Deus, você está bem. — Disse, olhando para ele. Henry me devolveu um olhar carinhoso e segurou meu rosto entre as mãos grandes e firmes.

— Obrigado. Se não fosse você e o Ricardo, não sei o que teria acontecido. — Falou, encostando nossas testas. O calor de sua respiração tocava meu rosto, e olhei fundo em seus olhos.

— Nem pense nisso. É doloroso demais. Precisa descansar. — Quase não percebi o quão perto estávamos. Retratei meu corpo, um pouco constrangida. Olhei ao redor e notei que Elisângela não estava no quarto, embora soubesse que ela devia estar por perto. Não me iludia; ela não desgrudaria dele tão cedo.

— A Mia está bem? Não deixei ela cair... Ou deixei? — Ele perguntou, parecendo confuso.

— Não, Henry. Você conseguiu chamar minha atenção para pegá-la. Não se lembra? — Respondi, surpresa com a pergunta.

— Não. Parece que bateram na minha cabeça. Senti uma dor forte e comecei a apagar lentamente. Nunca havia passado por isso. — Confessou, parecendo desorientado ao relembrar.

— Isso tudo é reflexo do estresse, Henry. Você precisa reconhecer o quanto isso está te afetando. Precisa parar e respirar. Não pode deixar o nervosismo tomar conta de você assim. — Falei, tentando fazê-lo enxergar a gravidade da situação.

— Eu sei. Mas como não me preocupar, Melissa? Estou exausto, mas não vou descansar enquanto não tiver certeza de que você e a Mia estão bem e protegidas.

— Estamos bem, Henry. Não precisa se preocupar. Agora descanse, por favor. — Pedi, apertando sua mão.

— Perto de você vejo luz. — Ele disse, me fazendo sorrir. Segurei sua mão e a apertei. Ele a trouxe para os lábios e deu um beijo, cheio de carinho.

— Tive tanto medo. Nunca vi você daquele jeito. — Confessei, enquanto notava que ele parecia um pouco febril.

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