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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 64

Melissa

Custei pegar no sono na noite passada. Minha cabeça não parava. A todo momento, pensava nas mudanças que Henry tem demonstrado. Sinceramente, isso está nos aproximando novamente, mesmo sem intenção. Também fico tentando imaginar alguma forma de ajudá-lo a lidar com Renata, mas ontem, enquanto Ricardo trazia eu e Bárbara para casa, ele foi claro. Pediu que eu apenas cuidasse de mim e da Mia, porque o maior temor de Henry é algo acontecer conosco. Ricardo ainda disse que estará ao lado dele caso Renata apronte mais alguma.

Sinto-me de mãos atadas diante de tudo isso. Decidi que, por enquanto, ficarei na minha, observando e de olho em tudo. Afinal, mesmo não estando mais juntos, jamais deixaria Henry na mão. Estou extasiada com essas mudanças. Ele nunca foi de me deixar saber dos problemas que o afetam. Sempre foi fechado nesse ponto, mantendo os problemas só para si. Agora, sinto que há uma abertura. Antes, eu evitava ser invasiva e nada perguntava, mas agora percebo que ele tem me incluído em sua vida de uma maneira que nunca aconteceu antes. Antes, éramos um casal de convivência em casa, mas fora dela, cada um seguia seu caminho com trabalho e afazeres. Era ridículo para um casal. Hoje, as coisas estão diferentes.

De manhã cedo, Mia acordou e, depois de dar seu leitinho, voltei para a cama com ela. Gosto de dormir sentindo o cheirinho dela. Quero aproveitar cada segundo dessa fase, porque sei que passa rápido. Enquanto dormia, senti suas mãozinhas sapecas mexendo no meu rosto. Acordei sorrindo e enchendo sua mãozinha de beijos. Pensei imediatamente no Henry. Ele odeia hospital. Deve estar chateado e angustiado. Resolvi animar o dia dele. Peguei algumas fotos da Mia e fiz uma montagem com a mensagem: “TE AMO PAPAI, VOLTA LOGO”. Enviei para ele e voltei a brincar com a minha pequena.

**

Depois de tomar banho com Mia, desci para preparar o café da manhã. Dora está em uma consulta médica de rotina, então não tomaria o café conosco. Coloquei Mia na cadeirinha de alimentação enquanto cantava para ela. Ela ficava toda sorridente quando ouvia as músicas de que gosta. Preparamos juntas um café maravilhoso. Alimentamo-nos e depois fomos para a sala. A segurança que Henry e Elisângela enviaram para cá me avisou sobre a chegada da minha doidinha favorita, Bárbara.

— Olá, bom dia, bom dia, minhas amadas! Como estão? Dormiram bem? — Ela se aproximou pegando Mia, que já se sacudia toda, recebendo vários beijos.

— Oiê, bom dia, chuchu! Dormimos bem, e você?

— Otimamente. Estou vindo do hospital.

— Sério? Que milagre! Acordou cedo e foi ao hospital? Como o Henry está? Dormiu bem à noite? — perguntei, empolgada por saber que teria notícias.

— Sim, amiga, ele dormiu, sim. Batemos um papo agora de manhã. Mas tenho um assunto para tratar com você.

— Pode falar.

— Sabe que sou meio folgada, né? Haha. Amiga, é o seguinte: minha mãe quer levar o Henry para a casa dela, porque ele terá que tomar os remédios certinho. Mas ele não quer ir, e já era de se imaginar, não é mesmo?

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