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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 65

Bárbara

Minha tática estava funcionando perfeitamente. Quero muito juntar meu irmão e minha amiga. Eles parecem não perceber, mas estão mais apaixonados do que nunca. Fico indignada vendo essa enrolação sem que nenhum dos dois dê o primeiro passo. Meu irmão sempre foi bem atirado, nunca teve medo de magoar ninguém. Agora, vê-lo nessa postura toda cuidadosa, com medo de machucar a Melissa, me deixa surpresa e, ao mesmo tempo, mais tranquila. Isso só mostra o quanto ele a respeita e a valoriza.

Mas o que realmente me pegou foi ouvir o Henry dizer que abriria mão dela para vê-la feliz, mesmo que fosse com outro. Esse não é o meu irmão de antes. Ele jamais diria algo assim. Na verdade, diria o oposto, com certeza! Se a Melissa soubesse disso, tenho certeza de que ela se derreteria de chorar. Até eu, que sou durona, quase chorei. Agora, imagine ela, que é tão sentimental.

Depois de conversarmos e brincarmos na sala, subimos para o quarto da Melissa. Ela estava numa indecisão tremenda, pensando se deveria visitar o Henry no hospital ou esperar que ele viesse para casa. A ansiedade dela era quase palpável. Ela não parava de mexer os dedos, e isso estava me deixando ansiosa também.

Ela se jogou na cama enquanto eu segurava a Mia nos braços, fazendo caretas para ela sorrir.

— Amiga, siga seu coração. — Aconselhei, sabendo muito bem que o coração dela já tinha decidido. Só a razão ainda insistia em pedir cautela.

Melissa sorriu timidamente e tampou o rosto com o travesseiro, como se estivesse tentando se esconder de si mesma.

— Não dá, Bárbara. Esse coração bobão que eu tenho não colabora. Não posso chegar perto dele que ele dispara. Depois de tanto tempo, pode isso voltar a acontecer? Penso que nem quando o conheci era assim. Agora fico boba, sem jeito, parece que todo mundo consegue ouvir meu coração batendo igual bateria de escola de samba. — Ela falava, claramente envergonhada.

— Boba nada! Ainda sente amor por ele, por isso.

— Não, Bárbara. Eu pareço uma idiota, de verdade. Estou me sentindo como aquelas garotas virgens que não sabem nada de amor, mas quando se apaixonam pela primeira vez ficam loucas, sem se reconhecer. É estranho, sabe? Há um tempo, não sentia isso. Dormimos juntos tantas vezes, e mal nos tocávamos. Quando ele me abraçava, até me incomodava. Mas agora parece que somos outras pessoas. Tudo parece diferente. — A confissão dela me deixou de queixo caído.

— Entenda, amor, você guardava muita raiva de tudo que ele fazia, Mel. É normal não querer se aproximar de alguém que te decepcionou tanto. Mas ele está verdadeiramente mudado. Eu vejo isso, e você sabe que sou sincera. Se eu percebesse que era uma farsa ou apenas uma tentativa de se reaproximar de você, eu mesma o colocaria para correr. — Ela sorriu enquanto eu me aproximava de uma linda cesta com maquiagens e bombons. Na minha cabeça, só podia ser presente do meu irmão.

— Que linda, maravilhosa! Olha isso, Mia, a mamãe ganhou uma cesta e não nos deu nenhum chocolate sequer. — Brinquei, abrindo a cesta.

— Nossa, havia me esquecido. Abra, pode pegar, fique à vontade. — Ela falou sem nos olhar, mexendo no celular.

— Foi presente?

— Foi. — Ela respondeu sem jeito, parecia envergonhada. Resolvi brincar com a situação.

— Que "foi" mais sem graça, hein? Agora fala, vai, quero detalhes. Rolou beijinho na entrega? — Sorri perguntando, ela me olhou surpresa, e continuei. — Não é possível ele te dar um presente maravilhoso desses e você não agradecer com um beijinho! — Falei, abrindo um chocolate.

— Ficou louca? Não foi o Henry que me presenteou, não viu, maluca! — Olhei para ela surpresa, como assim não foi ele?

— Não foi?

— Tá, quero falar contigo.

— Quem te deu a cesta, Mel? — Perguntei intrigada. Será que foi o Lennon? Mas ela não falou que ele esteve aqui de novo, e no dia que ele veio não vi essa cesta. Que estranho. E pode me chamar de ciumenta, se não foi meu irmão que deu, fico enciumada sim.

— Senta aqui, me tira uma dúvida. — Melissa bateu a mão na cama para que eu me sentasse.

— Está bem, mas vai contar tudo sobre essa cesta. — Falei, deitando Mia na cama.

— Vou, preciso mesmo falar. Penso que é bom levá-la para o Henry não relembrar esse presente e não perguntar mais sobre. — Ela me deixou confusa e curiosa.

— Tô preocupada agora, o que está acontecendo?

— Bárbara, me lembro bem daquele episódio fatídico, aquela bendita balada. — Sorri relembrando. — Lembro-me vagamente de algumas coisas de quando ainda estávamos lá.

— Hum, continua, tô curiosa. — Mordi mais um pedaço do chocolate.

— Calma, não é nada de tão importante.

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