Melissa
Ao chegar em casa, não esperava encontrar a casa tão silenciosa. Apenas um segurança estava presente, e, sem muita familiaridade com ele, não perguntei nada. Subi para o quarto, presumindo que Henry e Mia estivessem lá, já que ele adorava brincar com ela nesse ambiente e costumava liberar Dora para descansar. Ao abrir a porta do quarto de Mia, tudo estava arrumado, sem sinal deles. Fui até o meu quarto e senti o aroma de sabonete, indicando que Henry poderia estar tomando banho. Mas onde estaria Mia? Olhei para o berço vazio e, prestes a chamar por ele, fui surpreendida por braços envolvendo-me por trás, o calor de seu corpo sem camisa ainda úmido do banho.
Sua respiração em meu pescoço me transportou para longe; sorri e senti meus pelos se arrepiarem ao ouvir sua voz suave ao pé do ouvido.
— Estamos sozinhos, amor. — disse ele, mordiscando o lóbulo da minha orelha. Eu tinha várias perguntas, mas naquele momento minha mente era um turbilhão. Queria sentir o calor de seus braços, a intensidade de seu corpo, mas também precisava de respostas. Contudo, ele não deu espaço para questionamentos. Sua boca percorreu meu pescoço, e minha única preocupação era saber onde estava Mia.
— Estamos sozinhos, senhor assanhado, mas onde está nossa princesa? — perguntei baixinho, sem querer quebrar o clima que sua boca em meu pescoço criava.
— Está com a Bárbara, mas não se preocupe, ela levou a Dora junto. — tranquilizou-me, sabendo do quanto amo minha amiga, mas também ciente de suas loucuras.
— Isso foi planejado para ficarmos a sós? — questionei.
— Digamos que o destino quis assim. — Virei-me para ele; sua mão deslizou pela alça da minha blusa. Olhei para sua mão ousada e sorri ao ver o brilho malicioso em seus olhos, praticamente pedindo permissão. Nossos olhares se cruzaram; levei minha mão ao seu peito, acariciando-o enquanto mordia o lábio. Foi o suficiente para que ele agisse.
Senti os lábios de Henry tocarem os meus com delicadeza; ele mordiscou meu lábio, fazendo-me fechar os olhos para aproveitar mais.
— Que delícia, sua boca. — ouvi sua voz, abri os olhos e sorri, vendo sua boca se aproximar novamente. Desta vez, ele beijou-me com intensidade. Eu esperava por isso, mas não com tanta sede. Henry segurou firmemente meus cabelos enquanto seus lábios demonstravam desejo, luxúria e ousadia. Seu corpo aproximou-se, e suas mãos grandes me apertaram. Quando percebi, já estávamos caminhando em direção à parede. Adoro essa intensidade que ele demonstra na hora H; ele sabe me levar do inferno ao céu em segundos. Seu beijo é avassalador, e sua força desmedida contra meu corpo me enlouquece. Uma de suas mãos apertava minha cintura e deslizava pelas minhas costas; correspondi, percorrendo suas costas com minhas mãos, sentindo meu corpo queimar sob suas carícias.
— Eu te amo, Melissa, amo você demais. — disse ele em meus lábios.
— Não diga isso, apenas me beije. — Voltei a beijá-lo, sentindo meu corpo ferver. Ele acariciava meu corpo, passando as mãos onde devia e onde não devia, mas eu amava essas mãos ousadas. Senti sua mão em meus seios e a segurei, interrompendo o beijo, ofegante. Olhei em seus olhos e me senti totalmente envolvida por seu olhar. Ele me ergueu nos braços, fazendo-me sentir seu volume exaltado. Sorri e entrelacei meus braços em seu pescoço.
Henry me abraçou; suas mãos foram até meu bumbum, segurando e apertando. Minhas pernas entrelaçaram-se em sua cintura, e ele voltou a beijar meus lábios. Sinto-me ainda mais apaixonada por ele, embora não saiba se isso é o certo nesta altura do campeonato. Beijava seus lábios enquanto acariciava seus cabelos.
— Quer me deixar louco? — Ele sorriu com aquele sorriso fascinante. Sorri em resposta e voltei a beijá-lo com ousadia; não queria desgrudar de seus lábios. Seu beijo é envolvente; ele aquecia minha pele com suas mãos ousadas enquanto seus beijos desciam para meu pescoço e colo. Segurei seus cabelos, sentindo sua boca depositar beijos molhados.
— O que posso fazer com você? — perguntou ele, com a voz carregada de desejo.
— Tudo, sou seu, meu amor, e não aceito devolução; meu coração é seu.
— Você disse que posso fazer tudo com você! — falo sorrindo. Ele pega minha mão e a leva até sua nuca.

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