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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 73

Melissa

Após uma noite tranquila, acordei Henry às 6h para que ele tomasse seu remédio. Sussurrei um "bom dia" em seu ouvido para não despertar Mia, que dormia ao seu lado. Ao abrir os olhos, ele viu o comprimido que eu lhe oferecia.

— Sério, de novo? Achei que queria me acordar de um jeitinho especial — brincou ele.

— Henry, querido, tome o remédio e volte a dormir — respondi com suavidade.

— Não quero voltar a dormir, mas se você deitar aqui comigo, será ótimo.

— Pare de fazer birra. Preciso ir à loja hoje e já estou no pique para ficar acordada.

— A essa hora?

— Sim, tenho muito a resolver.

— Vou cuidar da Mia, pode ir tranquila. Quer que eu te leve?

— Não precisa. Vou cedo para voltar cedo também; acho que o dia rende mais.

— Mas precisa acordar tão cedo assim?

— Não vou agora.

— Então deita aqui comigo. — Ele segurou minha mão e me puxou para deitar ao seu lado.

— Olha a força, meça aí.

— Desculpa, ainda estou sonolento. Não é à toa que odeio esse remédio. — Ele me abraçou, e eu respirei fundo com seu carinho. Gosto disso nele; ele não faz tudo com segundas intenções, e isso sempre me atraiu. Mas também gosto quando ele me procura; sinto-me tentada.

— Durma, vai. Eu já perdi o sono. Deixarei o café da manhã pronto e, após o almoço, já estarei de volta."

— Está bem. Você não quer dormir comigo, mas a Mia quer. — Ele sorriu, achando graça.

— Bobo. — Levantei da cama, mas ele se levantou rápido, pegou meu braço e me puxou. Ofegante em seus braços, respirei fundo ao sentir seus lábios tocarem os meus lentamente. Ele deve estar querendo acabar comigo mesmo. Fechei os olhos, sentindo-o tomar meus lábios vagarosamente.

— Amo tudo em você. — Ouvir sua voz me fez sorrir como uma boba. — Será que mereço mais uma chance?

— Posso pensar no seu caso. Me espera chegar da loja?

— Espero ansioso. — Sorri animada, fui tomar banho eufórica e sorridente, enquanto ele voltou a se deitar com Mia. Após o banho, preparei o café da manhã, servi-me e saí ainda cedo. Marquei com a Luana; preciso estar na loja antes da abertura. Espero voltar logo; só preciso dar andamento à mudança da loja. Na semana que vem, é bem capaz de já estarmos de mudança, e não vou negar: estou ansiosa por isso.

As horas se passaram, e eu já estava na loja há um bom tempo, lidando com tudo que era necessário. Aproveitei para separar alguns pedidos de encomendas que recebi pelo I*******m. Bárbara me contou, por mensagem, sobre a noite dela com o Ricardo, que foi de vergonha a pior. Não sei onde minha amiga se meteu, mas sei que gargalhei dos áudios dela; minha amiga não tem jeito mesmo. Ela disse que iria à minha casa para ver como estava o Henry. Deve estar com uma ressaca danada, mas disse que vai lá. Pedi para que ela me enviasse notícias e avisei que logo estarei lá.

Henry

Acordei sobressaltado ao perceber que Mia não estava na cama. Imediatamente, procurei no chão, temendo que ela tivesse caído sem que eu ouvisse. Sem encontrá-la, desci as escadas às pressas, vestindo apenas bermuda, o coração acelerado.

— Melissa! Cadê a Mia? — chamei, descendo os degraus em disparada. A casa, agora com seguranças, parecia vazia. Na sala, não havia sinal delas. O pânico crescia, imagens de filmes de mafiosos passando pela mente, onde cabeças rolavam em situações como essa. Mas, para alívio de todos, encontrei Mia na cozinha com Dora. Peguei minha pequena no colo, abraçando-a com força. Minha bonequinha espoleta estava sorridente, e meu coração finalmente desacelerou.

— Bom dia, senhor Stuart. Está tudo bem? — perguntou Dora, notando minha aflição.

— Que susto! Não vi a Mia na cama e entrei em desespero — respondi, olhando para o rostinho dela.

— A dona Melissa pegou a princesa assim que ela acordou. Foi até a loja, mas avisou que volta cedo. Hoje é sábado, a loja fecha mais cedo.

— Obrigado, Dora. Vou me vestir.

Coloquei Mia de volta na cadeirinha de alimentação, mas ela começou a chorar, recusando-se a ficar. Será que a assustei? Não gosto de demonstrar aflição ou medo perto dela; temo que isso a torne uma criança medrosa. Como Mia não queria ficar na cadeirinha, levei-a comigo para o quarto. Enquanto me vestia, brinquei com minha pequena. Depois de escovar os dentes, descemos para tomar café. Mia estava manhosa, só queria colo. Entendo minha pequena; é bom demais receber carinho no colo. Acho que ela puxou a mim, que também sou um tanto manhoso.

Antes do almoço, Bárbara chegou, visivelmente de ressaca. Contou-me sobre a noite desastrosa que fez Ricardo passar. Minha irmã, quando bebe, se anima demais, chegando a ficar chata. Surpreende-me ela ter ficado bêbada a ponto de passar mal; raramente isso acontece.

— Mano, foi trágico. Coitado do Ricardo, meu Deus, que vergonha eu fiz ele passar — disse ela, cobrindo o rosto. Era novidade ver Bárbara envergonhada.

— Você fez ele passar por poucas e boas, hein? Ainda saiu nos t***s com a Alice — gargalhei.

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