Entrar Via

Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 86

Ricardo

Fui até a casa da mãe do Henry. Ontem, havíamos combinado uma reunião, já que ela queria conversar comigo. No entanto, não consegui chegar no horário combinado, porque Bárbara me fez dormir tardiamente. Ela é uma peça, isso é fato. Hoje mesmo, me mandou mensagem perguntando se eu ainda estava com raiva pelo que ela aprontou ontem. Deixei claro que não fiquei irritado, foi só um incômodo momentâneo, nada que prejudique nossa amizade. Mas vou te contar, decidi que não saio mais com Bárbara para beber. Ela é louca demais, e eu, ingenuamente, pensando que conseguiria contê-la na bebedeira.

Voltando ao assunto, Elisângela havia me pedido para encontrá-la em sua casa. Pelo tom de voz, parecia tranquila. Isso me chamou atenção, porque muitas vezes ela me liga irritada com Henry, pedindo ajuda para que o filho a escute mais. Faz um bom tempo que não recebo ligações assim. Estranho, considerando como ela surtou com a saída de Henry da empresa.

Odeio ter que ouvir Elisângela maldizer o Henry. Ele é meu amigo, e me incomoda saber que há essa discórdia na vida dele. É triste vê-lo preso entre a mulher que ama e a mãe. Não é justo. Mas entendo o lado dele. Eu também não suportaria as atitudes que a mãe dele teve em relação à Melissa. Nem conheceu a mulher e já a julgou mal de cara. Isso não se faz.

Elisângela sempre teve essa necessidade de controlar tanto Henry quanto Bárbara. Mas, recentemente, não tenho ouvido reclamações dos dois sobre ela. Espero que isso seja mais do que apenas um momento de paz passageiro.

Ao chegar ao portão de sua casa, fui recebido pelo segurança, que me pediu para entrar. Elisângela já havia avisado sobre minha chegada.

Como sempre, tudo estava muito silencioso. No entanto, ao me aproximar da sala, ouvi a voz de Renata. Ela estava lá, como sempre, tentando manipular dona Elisângela. Só de ouvir a voz de Renata, fiquei apreensivo. Pensei que ela estivesse planejando algo novamente e temi que pudesse ser contra meu amigo. Como havia alguns funcionários próximos, não pude ficar ouvindo atrás da porta. O jeito foi entrar e dar de cara com as duas.

Renata ficou visivelmente desconfortável ao me ver. Tive a certeza de que o assunto era Henry quando a ouvi dizer: “Escute-me, madrinha, quero o melhor para todos.” Renata, querendo o melhor para todos? Que piada! Essa mulher só sabe causar caos.

Depois que Renata foi embora, finalmente dona Elisângela poderia saciar minha curiosidade. Ela me convidou a sentar e perguntou se eu gostaria de um café. Aceitei, já que ainda estava sonolento por conta da noite passada.

Conversamos bastante sobre a situação de Henry ter deixado a presidência da empresa. Quando mencionei Eduardo assumindo meu antigo cargo, ela rapidamente desconversou, evitando entrar em detalhes. Isso só aumentou a dúvida que venho carregando desde que meu irmão entrou na empresa. E agora que ele se mudou da minha casa — embora ainda apareça por lá de vez em quando — fica ainda mais difícil saber o que realmente está acontecendo. Eduardo sempre foi fechado para conversas sérias, e isso só complica as coisas.

Quando estávamos finalizando nossa reunião, dona Elisângela me surpreendeu ao mencionar Bárbara.

— Sabe, Ricardo, queria muito que a Bárbara tivesse juízo e arrumasse um namorado firme, um homem assim como você. Vocês são muito amigos, não são? — Perguntou ela, me pegando de surpresa. Mantive a calma ao responder.

— Claro que sim. Gosto muito da Bárbara, acho ela uma pessoa incrível. — Respondi, mas o sorriso dela indicava que não estava completamente satisfeita com minha resposta.

— Mas só isso? Só incrível? — Insistiu, provocando.

— Não, ela é muito linda e sempre deixei claro que acho isso. É alegre, divertida e inteligente. — Completei, vendo-a acenar com um sorriso satisfeito.

— Sim, minha filha é tudo isso mesmo. Mas é uma desajuizada igual ao irmão. Minha dúvida é: por que você não a convida para sair mais vezes? — Perguntou, me deixando intrigado sobre onde ela queria chegar.

— Sempre soube que o Henry é muito ciumento com a irmã. — Respondi com tranquilidade, já que isso é uma verdade conhecida.

— Não me entenda mal, Ricardo. Mas vi que Bárbara chegou com você ontem à noite, e percebi no estado em que ela estava que você cuidou dela. Preciso de pessoas assim ao lado dos meus filhos. Não sei por quanto tempo mais estarei aqui, e tenho medo de vê-los se perderem. — Sua fala me surpreendeu completamente.

— Entendo que a senhora está passando por momentos difíceis após a descoberta do câncer. Mas, pelo que vejo, está bem, plena. Não precisa se preocupar tanto assim. — Argumentei, tentando tranquilizá-la.

— Preciso proteger meus filhos, Ricardo. E, honestamente, não vejo ninguém melhor do que você para ser o namorado da Bárbara. Saber que ela estaria com você me deixaria muito mais tranquila. Ela precisa de alguém que saiba como guiá-la.

— Mas também sabemos que Bárbara não está nem um pouco disposta a aceitar essas “rédeas”. — Respondi, sorrindo, lembrando da noite anterior.

— Quem sabe, com alguém como você, ela crie juízo e plante suas raízes.

O nosso preço é apenas 1/4 do de outros fornecedores

Histórico de leitura

No history.

Comentários

Os comentários dos leitores sobre o romance: Depois do fim... Um recomeço para o CEO