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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 89

Ricardo

Conversei com o Henry e fiquei surpreso ao ver que ele não criou caso sobre o que sua mãe me pediu. Sempre tratei a Bárbara com respeito, diferente do Marcelo, que deixava claras suas intenções nada discretas com ela. Talvez por isso Henry tenha sempre exigido respeito, deixando claro que amigo dele não deveria se envolver com a irmã. Por consideração a ele, levei isso a sério, mesmo que a Bárbara tenha despertado algo em mim. Ela é simplesmente irresistível: linda, divertida, boca suja, e dona de um jeito ousado que parece deixar tudo mais leve.

Agora que o Henry me deu sua "benção," sinto que é hora de conversar com a Bárbara. Não para pedir que ela namore comigo, mas para ser sincero sobre o pedido da dona Elisângela. Não quero esconder nada dela. Sei que, se ela descobrir sozinha, isso pode acabar com a confiança que sempre tivemos. Mas, confesso, a ideia de como trazer isso à tona me deixa inquieto.

Quando ela saiu pela porta, algo estranho aconteceu. Senti como se estivesse fazendo algo errado, como se ela já soubesse o motivo da minha visita. Meu instinto foi agir estranho, como se tentando esconder algo que nem precisava ser escondido ainda.

— Ricardinho, não sabia que estava aqui. Vamos a mais uma noitada? — Bárbara se aproximou de mim com aquele sorriso travesso, me cumprimentando com um beijo no rosto. Mas a cara que Henry fez me desestabilizou.

— Nem pense nisso, Bárbara. Como está a Melissa? A princesa parece estar maior. — Soltei a primeira coisa que veio à mente, mas me arrependi no segundo seguinte. Minhas mãos suavam e eu, nervoso, parecia um novato ao falar com ela. Henry gargalhou descaradamente, só piorando minha situação.

— Oi, Ricardo. Estamos bem. Acha mesmo que a Mia cresceu? — Melissa perguntou sorrindo, enquanto olhava para a pequena. E lá estava o Henry, rindo como um maluco. Maldito.

— Não, desculpa. Falei o que veio à mente ao olhar para ela. — Respondi, sorrindo nervoso, tentando aliviar o clima.

— Cê tá bem, Ricardo? Caramba, nunca te vi assim. — Bárbara notou meu estado e riu, achando graça da situação.

— Amor, venha aqui. Faça o favor de deixar nossa pequena com a Bárbara. E Bárbara, faça companhia ao meu amigo. Já voltamos. — Henry anunciou, malicioso. Olhei para ele com repreensão, mas ele apenas sorriu. Claro, esse desgraçado queria me deixar na fogueira. Melissa e ele entraram na sala, e eu fiquei com Bárbara e Mia. Felizmente, a pequena serviu de distração.

— Como é linda essa pequena. — Falei, tentando quebrar o gelo.

— Quer pegá-la? — Bárbara perguntou.

— Não, nem dou conta. Tenho medo de deixá-la cair. — Olhei para Mia, evitando encarar Bárbara diretamente.

— Ficou mesmo com raiva de mim. Pensei que não, mas vejo que sim. — Ela soltou, enquanto eu brincava com os dedinhos da bebê. Ela provavelmente achava que meu comportamento estranho tinha a ver com a noite anterior. Melhor assim, por enquanto.

— De onde tirou isso? Já falei que não fiquei com raiva. — Tentei manter a calma, mas sabia que estava agindo estranho. Bárbara percebeu, claro.

— Sei... Olha, não sou boba, tá bom? Estou vendo como está agindo comigo. Se estiver com raiva, te peço desculpas, tá? Agi muito mal com você ontem e me arrependo. Mas, cá entre nós, foi engraçado. — Ela riu, sem conseguir levar nada a sério.

— Você é uma peça mesmo, Bárbara. Pode ficar tranquila, não estou com raiva de você. Mas... que tal jantarmos hoje? — Soltei, finalmente, tentando parecer casual.

— Eita, não esperava por essa. Não precisa forçar a barra, Ricardo. Não precisa me convidar para jantar só para evitar um clima ruim. — Bárbara respondeu, desconfiada.

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