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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 92

Eduardo

Minha vida mudou de rumo de forma inesperada desde que conheci uma mulher especial. Ainda não sei como tudo aconteceu tão rápido e tão certo, mas comecei a acreditar no destino.

Naquela noite, como de costume, estava em São Paulo, vivendo minha rotina de curtição e pegação – algo que sempre foi meu maior fascínio. Mas essa noite, especificamente, deu uma virada que eu não esperava. Não sei exatamente como, mas acabou sendo uma das experiências mais marcantes da minha vida.

Tudo começou numa balada com o Marcelo. Estávamos curtindo, bebendo, e já tinha "ficado" com duas mulheres. Uma delas até foi além de beijos. Ela chegou toda cheia de charme, segurando meu pescoço, deixando claro que estava disposta. E, como não sou bobo, entrei no jogo. Só que mal sabia que ela seria o estopim de toda a confusão que estava por vir.

Marcelo saiu para pegar uma mulher com quem já estava flertando há algum tempo. Eu continuei na minha, mas, de repente, percebi um tumulto na balada. Olhei de longe e vi que a mulher com quem eu tinha ficado estava nos t***s com outra. Preferi ficar distante. Não tinha nada a ver com aquilo.

Só que o problema veio até mim. Fui cercado por três caras e a mulher que estava brigando. Ela apontou para mim e soltou:

— Era ele, mano, ele estava com aquela sem vergonha.

Um dos caras avançou, dizendo que a mulher com quem eu tinha ficado era namorada dele. Me chamou de "talarico" e de todos os palavrões possíveis. Ri na cara dele, sem acreditar. Se ela era namorada dele, por que estava toda facinha pra mim? Foi ela que veio, eu só dei o que ela queria.

Encarei os caras e mandei na lata:

— Não posso fazer nada, irmão. A sua mulher que chegou em mim.

Eles não gostaram da resposta. Vieram os três para cima de mim. Consegui desferir alguns socos e me defender, mas, no meio da confusão, um deles me acertou um golpe na nuca. E aí apaguei.

Quando abri os olhos, não sabia onde estava, mas a primeira coisa que vi foi um rosto angelical. Uma mulher, com cabelos levemente prateados e olhos marcantes, azuis como o mar. Era como se eu estivesse sonhando.

Olhei ao redor e percebi que estava deitado no asfalto, em frente à balada. Minha cabeça doía como nunca, mas aquela visão... Aquele anjo que parecia ter me resgatado... Me fez esquecer a dor por alguns instantes.

Foi ali, naquela noite que deveria ter sido apenas mais uma, que algo mudou em mim. Talvez ela fosse o destino me mostrando que estava na hora de mudar meu caminho.

— Está tudo bem? Estava dormindo no asfalto. — A voz suave dela ecoou, me trazendo de volta à realidade. Sentei no chão enquanto ela, agachada à minha frente, se levantava. Seus traços delicados e a luz do sol que realçava seus cabelos faziam-na parecer um verdadeiro anjo enviado para me resgatar.

— Não estava dormindo... acho que desmaiei.

Ela me lançou um olhar desconfiado, mas algo em seu rosto me parecia familiar.

— Minha cabeça está doendo. Está machucada? — Perguntei, curvando a cabeça para baixo. Ao levantar o olhar, percebi sua careta.

— Sim, está machucado. Estou indo ao hospital, quer uma carona? — Ofereceu com gentileza, apontando para um carro de luxo estacionado próximo.

Sem celular, sem carteira e com a cabeça latejando, eu não estava em posição de recusar.

— Porra, fui roubado! — Resmunguei ao notar meus pertences desaparecidos.

— Se precisar, eu te levo. — Ela repetiu calmamente, enquanto abria a porta do carro. — Sabe, acho que já te vi antes.

— Também tenho essa impressão... Você não é a mãe do Henry e da Bárbara? — Perguntei, e ela sorriu discretamente. A semelhança com a Bárbara era inegável.

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