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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 95

Renata X Edu

— Quero vocês dois fora daqui. — Eduardo esbravejou, apontando para a porta com um olhar furioso.

— O que é isso, irmão? — Marcelo protestou, claramente desconfortável com a situação.

— Irmão? Você é um falso! Eu confiei em você, te falei que ninguém podia saber onde eu estava morando. Era a única pessoa que sabia disso! — Edu respondeu, sua voz carregada de raiva. Ele intimidava Marcelo com facilidade, e os dois pareciam prontos para uma briga de maricas indignadas. Um espetáculo que sempre me entediava.

— Não tente nos enganar, Edu. Marcelo não é a única pessoa que sabe. Elisângela sabe também, afinal foi ela que te colocou aqui, não é mesmo? — falei, sorrindo com a satisfação de ter descoberto tudo. — Agora tudo faz sentido. — Acrescentei com um tom casual, ignorando o clima tenso. — E já que estamos aqui, por que não me traz uma cerveja? Por favor. — Provoquei, aproveitando para cruzar as pernas de maneira displicente.

Eduardo me lançou um olhar que poderia fulminar qualquer um. Bufou, fechou a porta com força e saiu em direção à cozinha, claramente tentando controlar a fúria. Marcelo, por outro lado, parecia em pânico. Ele se aproximou de mim e agarrou meu braço com força.

— Viu só o que você fez? O cara tá puto. Você não podia ter falado aquilo, Renata. — reclamou em um tom baixo e desesperado.

— Pare de ser tão medroso, pelo amor de Deus. Isso não me excita, Marcelo. — Respondi, revirando os olhos. — Quer um favor? Espere lá fora enquanto eu resolvo isso com o Edu. — completei, cortante.

— Merda, Renata! Você vai estragar tudo. — ele sussurrou, soltando meu braço.

— Chega de drama, Marcelo. Sai! — ordenei com firmeza, apontando para a porta. Ele hesitou por um momento, mas logo saiu, bufando em frustração. Eu sabia que mais tarde daria um jeito de acalmar a fera, mas, sinceramente, o medo constante dele me cansava. Marcelo era ótimo em vários aspectos, mas faltava coragem. Diferente de Eduardo, que tinha o mesmo temperamento explosivo e determinado que eu admirava no Henry. Era disso que eu precisava: alguém com sangue quente, que enfrentasse qualquer coisa.

Eduardo voltou da cozinha com uma cerveja na mão. Corri para o sofá e me acomodei de maneira provocante, cruzando as pernas de forma sensual enquanto exibia meu melhor sorriso.

— Toma. Espero que se afogue nisso. — Ele praticamente jogou a cerveja na mesinha à minha frente. — Cadê o Marcelo?

— Não aguentou o tranco. Coitado, ficou com medo de você e foi embora. — Respondi, pegando a garrafa com calma.

— E por que você não foi junto? — Ele me encarou com desconfiança, cruzando os braços.

— Porque precisamos conversar. — falei, tranquila.

— Não temos nada para conversar, Renata. Vai embora e me deixa em paz. — Ele rebateu, ainda visivelmente irritado.

— Ah, Edu, temos muito a falar. — inclinei-me para frente, apoiando o cotovelo no joelho enquanto o olhava com um sorriso malicioso. — Você se lembra dos nossos bons tempos, querido? Tivemos muitos, não é? Por respeito a eles, pelo menos, converse comigo.

— O que você quer, Renata? Seja breve. Tenho compromisso. — Ele respondeu, ainda seco, mas sua curiosidade evidente.

— Ah, então a Elisângela está chegando? — perguntei com um sorriso, tomando um gole da cerveja.

— Não. Que ideia é essa? Elisângela só me alugou a cobertura porque eu vivia na casa do meu irmão. — Ele mentiu com a maior cara lavada.

— Ah, claro... alugou. — respondi, minha voz carregada de sarcasmo. Afinal, achava mesmo que poderia me enganar? Edu mal sabia que eu já havia conectado os pontos. Um novo jogo estava prestes a começar.

— Renata, o que você quer? — ele perguntou, visivelmente irritado.

— Você! — respondi com um tom sedutor, deixando minha voz escorregar pelas palavras como mel. Ele imediatamente se afastou, como se eu fosse contagiosa.

— Sai! Sai fora.

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