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Depois do fim... Um recomeço para o CEO romance Capítulo 96

Eduardo

A Renata era a última pessoa que eu esperava ter que lidar, e até agora, tudo o que fez foi me enrolar. A cada palavra dela, fica mais claro que seu objetivo é derrubar a Melissa para abalar o Henry. Que covarde! Melissa nunca fez mal a ninguém, muito menos a essa cobra. Confesso que, no passado, até cheguei a simpatizar com a Renata. Tivemos alguns flertes, mas a Elisângela vem me mostrando o quanto ela é louca, e isso me abriu os olhos.

Entendo o Henry. Ele é explosivo e tem um ciúme feroz da Melissa. E diria que ele tem razão: Melissa é linda, meiga e trata todos com uma amabilidade natural. Não é de se estranhar que ela conquiste quem se aproxima. Contudo, deixemos esses pensamentos de lado. O que me preocupa no momento é o perigo que eu e a Elisângela corremos agora que Renata parece ter descoberto nosso segredo. Ela é ardilosa, e claramente está disposta a tudo para alcançar seus objetivos.

Decidi sentar no sofá e ouvir o que Renata queria. Afinal, preciso entender o que ela pretende para poder proteger não só a mim, mas também a Elisângela. Ao me ver ceder, ela abriu um sorriso vitorioso, como se tivesse acabado de vencer um jogo.

— Sentei. Agora fala. E rápido, porque não tenho tempo para você. — cortei.

— Nossa, que grosso. Sabe que adoro, né? Quanto mais b**e, mais gamo. — respondeu com sua típica provocação.

— Deixa de ser descarada e fala logo. — resmunguei, tentando manter a calma.

— Ok, vou falar. Mas primeiro quero saber: como você se envolveu com a Elisângela? — ela provocou, testando meus limites.

— Vai insistir nisso? Não existe esse envolvimento.

— Ah, meu amor, duvido que o Henry saiba disso. E olha que ele adoraria descobrir. — disse, cruzando as pernas no sofá como se fosse dona do lugar.

— FALA LOGO, PORRA! — gritei, perdendo o controle.

— Calma, nervosinho. Tá bom, vou falar. Mas saiba que vou descobrir tudo sobre você e a Elisângela. — afirmou com um sorriso cínico.

— O que você quer, Renata? Fala de uma vez. — perguntei, sem esconder minha irritação.

— Quero que você arme um flagra entre você e a Melissa. É fácil. Ela é facinha. — declarou como se fosse algo banal.

— Está achando que ela é você? — retruquei com sarcasmo, sem esconder meu desprezo.

— Me respeita e não me compara com aquela sem sal. — rebateu, visivelmente irritada.

— Deve ser difícil saber que a "sem sal" tem o amor do Henry, não é? — provoquei. Seu rosto se contorceu de raiva.

— Pare de falar asneiras. Você precisa me ajudar ou perderá sua galinha dos ovos de ouro.

— Não me ameace, Renata. Você não sabe do que sou capaz. — avisei, minha paciência quase no limite.

— Meu irmão sabe que estou aqui, sabia? Ele é policial civil. Em instantes, ele arromba essa porta e você acaba vendo o sol nascer quadrado. — retrucou, tentando intimidar-me.

— Então pare de me ameaçar. Caso contrário, você vai ter problemas. — repliquei, firme.

— Certo. Vamos direto ao ponto. Você vai me ajudar? — insistiu, impaciente.

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