Nesse momento, Daniel entendeu o que estava acontecendo.
Ele ergueu os olhos e olhou de relance para a mulher ao seu lado.
— Você é a Catarina?
Catarina deu um passo à frente, tímida.
— Sou eu, Sr. Silveira. Eu sou a sua verdadeira noiva.
— Você acha que tem qualificação para ser minha noiva?
— Eu... — Catarina ficou momentaneamente atordoada.
Ela não esperava que Daniel fosse tão direto.
— Com essa sua aparência? Você não tem vergonha?
— Esse rosto é plástica, não é? — Daniel questionou.
— Eu... eu não! Eu... eu não fiz plástica! — Catarina negou apressadamente.
Daniel soltou um riso de desprezo.
— Não fez? Você acha que sou cego?
— Vai dizer que não mexeu nos olhos, no nariz e na boca?
— Esse ácido hialurônico foi parar no seu cérebro? Parece que você não é muito inteligente.
— Que qualificação você tem para ser minha noiva?
— Eu... buááá... huuu huuu... — Catarina, humilhada, começou a chorar alto.
Ela correu para o lado de sua mãe, Adelina.
Adelina sentiu raiva pela incompetência da filha e a repreendeu em voz baixa.
— Eu te disse antes para fazer menos cirurgias, você não ouviu. Agora veja isso!
Todos ficaram surpresos; não esperavam que Daniel agisse assim, e ninguém conseguiu decifrar sua atitude.
Daniel olhou novamente para a velha senhora e advertiu propositalmente:
— Vovó Gomes, vou deixar minhas palavras aqui hoje.
— Helena é a única noiva que eu reconheço.
— Hoje em dia, muitos aparecem para celebrar na bonança, mas poucos estendem a mão na tempestade.
— Vocês sabem muito bem pelo que eu passei!


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