Os três estavam comemorando quando, de repente, um subordinado chegou para reportar.
— Srta. Catarina, eles já restauraram a energia e as portas foram abertas. Exceto pela falta de seguranças, as oficinas estão operando normalmente!
— O quê? Em menos de duas horas eles voltaram a operar? — Catarina estava chocada.
— Sim, a informação é correta. Além disso, arranjaram um segurança, um tal de Bento, que está vigiando o portão!
— Como isso é possível? Abner, você não me disse que garantia a paralisação deles? — Catarina olhou para os dois homens.
Se as oficinas parassem, ela poderia ir reclamar com a velha senhora e garantir que a família de Rafael sofresse as consequências.
Abner apressou-se em explicar:
— Eu fiz exatamente isso! Mandei cortar os fios, entupir os canos e mudar as senhas de todas as portas. Eu não sei como eles resolveram tudo tão rápido...
— Não se desesperem! — Simão estava bastante calmo.
Ele bebeu um gole de vinho e disse, pausadamente:
— E daí que eles restauraram? A empresa inteira só tem o Bento de segurança, ele não vai conseguir fazer nada. Eu ainda tenho uma carta na manga! Esse golpe será suficiente para que eles nunca mais se levantem!
— Que carta na manga? — Perguntou Catarina.
— Esta noite, enviarei pessoas ao armazém das oficinas para jogar algumas bitucas de cigarro. A empresa fabrica, basicamente, baterias de energia renovável. Essas baterias não podem entrar em contato com fogo, ou explodirão. Querida, se ocorrer uma explosão dessa magnitude, não só a velha senhora não os perdoará, como as autoridades levarão os gestores presos.
Simão olhou para Catarina com orgulho, um brilho cruel passando por seus olhos.
— Mas... e se a situação sair do controle... — Catarina ainda estava um pouco preocupada.
Ela só queria tomar a NovaTech Eletrônicos de volta para o controle da segunda família, não queria causar um prejuízo irreparável.
— Ahhhh! É a Chefe me ligando! — Tomás ficou extremamente agitado ao ver o número.
— Chefe, minha amada Chefe, beijinhos! O que você manda? Chefe... buááá...
Helena ficou em silêncio.
— Poupe-me das bobagens. Preciso de duzentos homens para vigiar minha casa agora. Reúna gente com boas habilidades e disciplina. Não me traga aqueles arruaceiros que só sabem comer e beber.
— Entendido, Chefe. Para quando você precisa?
— Traga-os antes do anoitecer!
— Certo, Chefe, pode deixar. Garanto cumprir a missão. Chefe, eu te amo... buááá...
— Suma daqui! — Helena xingou e desligou o telefone.

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